Greve na saúde adia consultas marcadas há um ano. Sindicato denuncia pressões sobre funcionários
Paralisação decorre entre hoje e terça-feira. Por volta das 10h00, o presidente do STTS, Mário Rui disse que a greve estava com uma adesão de 60%.
Paralisação decorre entre hoje e terça-feira. Por volta das 10h00, o presidente do STTS, Mário Rui disse que a greve estava com uma adesão de 60%.
Para esta segunda-feira está ainda prevista uma manifestação em Lisboa. Sindicato exige a "contratação urgente" de pessoal para terminar com o "abuso dos turnos suplementares e cargas horárias de 14 e 16 horas de serviço contínuo".
Com esta greve, o sindicato reivindica a contratação de mais enfermeiros para os setores público e privado e para as instituições particulares de solidariedade social (IPS), assim como a resolução dos vínculos precários.
No decorrer da próxima semana.
Na mira das autoridades estará o antigo presidente estrutura sindical.
Faltam na região do Algarve 1.500 enfermeiros generalistas e cerca de 500 enfermeiros especialistas.
A menos de um mês da data prevista para a greve geral, dezenas de sindicatos já anunciaram a sua vontade de se juntar ao protesto.
"Ouvi pelas notícias que iria haver da parte de dois sindicatos, um dos médicos e outro de enfermeiros, adesão à greve e nós naturalmente faremos aquilo que está previsto também na lei", ou seja, "garantir os serviços mínimos", afirmou a ministra da Saúde.
Para o sindicato, a proposta "impõe o banco de horas e a adaptabilidade e deixa de considerar como tempo efetivo de trabalho o tempo previsto para a transmissão de informação dos doentes internados".
Sindicatos elencam falta de investimento no Sistema Nacional de Saúde como principal problema, e acusam Governo de "falta de vontade política" para com o setor público.
A greve está marcada para entre as 00:00 e as 24:00 de hoje e abrange todos os profissionais da saúde que trabalham no SNS na região.
A falta de enfermeiros no instituto que coordena a emergência pré-hospitalar tem levado a um elevado volume de trabalho extraordinário, refere o sindicato.
Greve abrange enfermeiros que exercem funções nos cuidados de saúde primários das ULS de Santa Maria, São José, Lisboa Ocidental, Loures-Odivelas, Estuário do Tejo, Amadora/Sintra e no Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul da ULS do Oeste.
"O mais importante é abrir em segurança", sustenta a autarquia. Faltam licenciamentos e contratar médicos e enfermeiros - o próximo grande desafio.
Ana Paula Martins assegurou que o Governo está disponível "para ouvir, para construir e para negociar" tudo o que "for para beneficiar os cidadãos", frisando que esse é o seu foco.
Segundo o presidente do SEP, há hospitais com níveis de adesão mais elevados, como em Abrantes (91%), Hospital Egas Moniz, em Lisboa (73%) ou Hospital da Póvoa do Varzim (79%).