Sindicato do Ensino Superior preocupado com número de estudantes pobres colocados
Representam apenas 3% dos quase 50 mil colocados.
Representam apenas 3% dos quase 50 mil colocados.
Durante anos a fio os investigadores lecionam com contratos precários e sem remuneração. Académicos e sindicato referem “largas centenas” de casos. Universidades consideram que as aulas fazem parte do pacote remuneratório do contrato, um critério disputado por vários académicos.
O secretário-geral do PS reafirmou que é favorável a uma reforma do Estado, mas esta tem de ser feita "em diálogo", criticando uma reforma que afeta diretamente "aquele que é o esteio da investigação e do conhecimento no país", sem essa auscultação prévia.
José Moreira, recém-eleito presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, aponta que os casos denunciados são "apenas a ponta de um icebergue".
À semelhança do que acontece no ensino básico e secundário, o envelhecimento é um dos principais dilemas com que se debatem as instituições de ensino superior.
"Abrir três cursos de medicina significa que temos de ter professores contratados com qualificação própria", explicou Mariana Gaio Alves.
As vagas aumentam, mas a falta de professores mantém-se. Também os modelos de acesso ao Ensino Superior são os mesmos desde 1996, ano em que os exames passaram a ser obrigatórios para entrar na faculdade.
Conselho de Reitores considera uma "inexplicável discriminação" a ausência dos funcionários do ensino superior dos grupos prioritários da vacinação.
O CRUP informa continuar "a mobilizar esforços para sensibilizar os responsáveis técnicos e políticos da campanha nacional de vacinação para a necessidade de corrigir esta inexplicável discriminação dos docentes e não docentes do ensino superior em relação aos restantes profissionais de ensino do país".
Para já, está garantida apenas a vacinação contra a covid-19 de quem trabalha nas creches, pré-escolar, ensino básico e secundário.
Sindicato Nacional do Ensino Superior defende que os docentes são um grupo envelhecido e os seus alunos pertencem ao grupo com maior incidência de casos.
Na altura em que entregou o pré-aviso, há cerca de duas semanas, o presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior afirmou que este é um protesto "pelo direito à saúde".
Na semana em que os novos alunos estão a inscrever-se nas universidades e politécnicos, o sindicato dos professores do ensino superior está preocupado com o facto de cada instituição decidir um modelo de ensino, o que pode levar a desigualdades na formação dada aos alunos.
À porta fechada, reitores queixam-se de que apesar da subida de 5% no OE para 2020, o dinheiro não chega. Contrato com o Governo obriga-as a usar Europa como fonte de financiamento
Os professores de carreira das universidades e dos institutos politécnicos ameaçam com ações judiciais contra os dirigentes das instituições de ensino superior públicas se não forem pagas as progressões remuneratórias, que estão em atraso, disse hoje fonte sindical.
Segundo o sindicato, muitos dos departamentos da Universidade do Minho que estão a seguir esta prática têm saúde financeira para pagar aos professores, mas "preferem comprar equipamentos novos a investir em pessoas".