O vigilante aumentado: a inteligência artificial como braço direito da segurança privada
A máquina vê mais, mais depressa e sem cansaço. Mas continua a não saber o que está a ver. É aí que começa, e não acaba, o trabalho do vigilante.
A máquina vê mais, mais depressa e sem cansaço. Mas continua a não saber o que está a ver. É aí que começa, e não acaba, o trabalho do vigilante.
O paradigma da saúde está a mudar: já não basta tratar, o que se pretende é evitar que as pessoas adoeçam. A sequenciação genética permite detetar doenças antes de haver sintomas e até as bactérias ajudam a descobrir problemas de forma precoce. A antecipação salva vidas - conheça cinco histórias.
Seis em 10 doentes com cancro oral morrem cinco anos após o diagnóstico. O investigador brasileiro Marcelo Sperandio desenvolveu uma plataforma de Inteligência Artificial que pretende encurtar essa estatística, determinando com maior precisão quais os casos com que os médicos se devem preocupar e intervir.
Governo tem sido acusado de adquirir plataforma que faz "análise preditiva" com o objetivo de monitorizar jornalistas.
Ministro da Presidência acrescentou que não foi contratado "nenhum serviço para catalogar e fazer rankings de jornalistas".
Na segunda-feira, a Secretaria-Geral do Governo esclareceu que a ferramenta contratada da irlandesa NewsWhip é "um tipo de 'clipping' moderno" que pesquisa em fontes abertas e de conteúdos públicos e rejeitou que tal seja para monitorizar jornalistas.
Este esclarecimento, enviado por 'mail, surge depois do Correio da Manhã (CM) ter noticiado que o "Governo paga 40 mil euros para vigiar redes sociais e reagir a polémicas".
Videovigilância preditiva com inteligência artificial: arquitetura tecnológica, implementações reais, enquadramento jurídico europeu e as tensões irresolvidas entre segurança pública e liberdade individual.
Entre as vantagens mais evidentes da IA na cibersegurança está a sua capacidade de deteção proativa de ameaças. Os sistemas tradicionais, baseados em assinaturas e regras estáticas, são reativos por natureza — só reconhecem aquilo que já foi catalogado.
É de extrema importância munir as nossas cidades com tecnologia de vídeovigilância para a salvaguarda das pessoas e bens, mas Portugal está a ficar para trás face a outros países europeus.
A inteligência artificial já é utilizada para detetar padrões de comportamento anómalos nas redes governamentais e militares, permitindo identificar ciberataques antes que causem danos significativos.
Mas e quando essa mesma tecnologia começa a decidir onde e quando a polícia deve patrulhar? E quando algoritmos começam a definir quem tem mais probabilidade de cometer um crime? Que tipo de sociedade estamos a construir quando entregamos a uma máquina a antecipação do desvio e do perigo?
O Liverpool usa ferramentas de Inteligência Artificial para marcar cantos e o Barcelona para prevenir lesões. Os olheiros podem em breve ser substituídos por máquinas. E até há uma empresa portuguesa que recorre a estes métodos para encher estádios.
A implementação irresponsável da IA tem o potencial de desestabilizar vastas áreas da economia global, provocando o que muitos temem: redução de postos de trabalho, perda de poder de compra da classe média e uma economia frágil baseada numa espiral interminável de dívida.
A crescente influência da tecnologia na medicina foi o foco da mesa-redonda “A Tecnologia que nos Projeta”, que reuniu especialistas da Promptly Health, Fujifilm Portugal, Siemens Healthineers Portugal e da EY, num debate conduzido pela jornalista Helena Garrido.