Ministro da Administração Interna afirma que não vai tolerar comportamentos desviantes dos polícias
Luís Neves destacou que são isolados os casos de violência policial e do alegado envolvimento de polícias em grupos nazis.
Luís Neves destacou que são isolados os casos de violência policial e do alegado envolvimento de polícias em grupos nazis.
Luís Neves respondia às críticas que se têm vindo a fazer pelo facto de ter passado diretamente de diretor da PJ para o Governo.
Na quarta-feira, o novo ministro da Administração Interna esteve reunido no ministério com o Comandante-Geral da GNR, Tenente-General Rui Veloso, e com o Diretor Nacional da PSP, Superintendente-Chefe Luís Carrilho.
A nomeação do ex-diretor-nacional da PJ para ministro da Administração Interna é uma grande carta de Montenegro, mas levanta muitas questões sérias.
O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho criticou esta terça-feira, durante uma conferência em Leça da Palmeira, a escolha de Luís Neves para o cargo de ministro da Administração Interna. O antigo governante sublinha que esta escolha abre precedentes que considera graves e coloca em causa a separação de poderes. "Não se pode passar, penso eu, de diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna. (...) Não é um bom sinal que se dá", disse.
Luís Neves já tomou posse como ministro da Administração Interna. O diretor-geral editorial adjunto da Medialivre, Eduardo Dâmaso, considerou que a nomeação de Luís Neves para ministro da Administração Interna "é bastante complexa". Para o jornalista da SÁBADO Alexandre R. Malhado, «isto é uma vitória de Luís Montenegro já».
Cerimónia teve lugar em Belém com a presença em peso do Governo.
Luís Neves foi escolhido pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, para substituir Maria Lúcia Amaral.
O futuro ministro manifestou no passado que ser polícia é "uma missão nobre", considerando que "não é possível continuar a ter salários tão baixos porque não é atrativo".
O secretário-geral do PS disse que espera que o Governo aprenda com o novo ministro da Administração Interna.
O partido destacou a valorização dos profissionais das forças de segurança, a garantia de condições de trabalho e o reforço dos meios da Proteção Civil, em particular com a valorização dos bombeiros e carreiras.
Para o presidente da Liga, "é bom que o novo ministro da Administração Interna não esteja tão afastado daquilo que são as circunstâncias atuais e os problemas dos bombeiros".
Diretor da PJ vai substituir Maria Lúcia Amaral que se demitiu depois da onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristin.
Luís Neves irá suceder a Maria Lúcia Amaral, que apresentou a sua demissão no início de fevereiro, e tomará posse na segunda-feira.
Luís Montenegro falava no debate parlamentar quinzenal.
O Partido Popular (PP) acusa o ministro da Administração Interna (MAI), Fernando Grande-Marlaska, de encobrir o caso.