Papa diz que "mundo não se salva afiando espadas, mas acolhendo todos"
Leão XIV deixou um novo apelo à paz.
Leão XIV deixou um novo apelo à paz.
O Papa chegou à Praça de São Pedro, no Vaticano, para presidir à sua última audiência jubilar, reunindo fiéis de várias partes do mundo. A cerimónia, marcada por emoção e fé, assinala o fim de um período especial de jubileu na Igreja Católica.
Têm milhares de seguidores nas redes sociais e publicam posts com reflexões espirituais, explicações catequéticas e algumas brincadeiras que revelam uma Igreja mais desempoeirada. Mas o objetivo não é esse, é antes estar onde estão as pessoas.
Na primeira saudação dominical aos peregrinos, Leão XIV gritou "nunca mais a guerra", falando "aos grandes do mundo" e referindo o "cenário dramático atual de uma III Guerra Mundial em pedaços".
A mensagem de Papa Leão XIV durante a celebração do Jubileu que ocorreu, este domingo, em Roma dirigiu-se a todos os jovens de “terras ensanguentadas pela guerra”.
"Uma boa ação política, que favoreça uma distribuição equitativa dos recursos, pode oferecer um serviço eficaz à harmonia e à paz, tanto a nível social como internacional", recomendou.
O papa Leão XIV pediu o fim das guerras, apelando aos governantes para procurarem a reconciliação.
Gosta de jogar ténis, em criança brincava aos padres e percorreu o Peru a cavalo. Robert Prevost era o mais improvável da lista de cardeais, mas um dos braços-direitos de Francisco. Cinco portugueses, que conviveram com o cardeal, contam como trabalha o sorridente – e sempre disponível – Leão XIV.
"Viemos cá, a Igreja é bonita, mas não vimos o local. Estava vedado", disse Carlos, um peregrino português que veio de França, onde é imigrante.
A última visita pública do Papa fora do Vaticano foi a uma prisão onde conversou com cerca de 700 reclusos. Mas durante todo o seu mandato prestou particular atenção a esta população.
"Feliz Domingo de Ramos, feliz Semana Santa", disse brevemente, no altar central da praça, onde cumprimentou o cardeal argentino Leonardo Sandri.
Os monarcas britânicos não vão passar pelo Vaticano durante a sua viagem oficial à Itália onde se vão reunir com o presidente e a primeira-ministra. Francisco teve alta hospitalar no domingo mas enfrenta dois meses de convalescença.
Hoje, tal como na tarde de sexta-feira, não está previsto o envio de qualquer boletim médico, uma vez que o estado de saúde do Papa é estável, embora complexo.
Francisco escreveu esta mensagem dirigida ao Movimento pela Vida, uma organização cujo objetivo é "defender a vida humana desde a conceção até à morte natural".
Francisco foi diagnosticado com uma infeção polimicrobiana, que passou a pneumonia bilateral. Duas audiências foram canceladas e foi encontrado um substituto para a missa de domingo, 22.
Já sobre o facto de ser o cardeal Tolentino Mendonça quem irá substituir o Papa Francisco na missa deste domingo, indica que era expectável, uma vez que é ele "que é o ministro da área sobre a qual este jubileu insere".