O que vai parar com a greve geral de 3 de junho?
A greve geral convocada pela CGTP encontrou adesão em vários setores, da saúde e educação aos transportes. Está marcada para o início do próximo mês.
A greve geral convocada pela CGTP encontrou adesão em vários setores, da saúde e educação aos transportes. Está marcada para o início do próximo mês.
Sindicato garante que "todas as empresas de transportes" de norte a sul do País foram mobilizadas e que até já foram entregues os pré-avisos de greve. Em causa está a aprovação do pacote laboral.
O descarrilamento do ascensor põe em causa o plano de manutenção da Carris. Empresa que venceu o concurso era estreante no setor e apresentou proposta por metade do preço-base. Carris diz que "exigências devem ser as adequadas de forma a não implicar uma limitação indevida da concorrência."
Os sindicatos explicaram que a paralisação foi convocada "contra a imposição de aumentos salariais, que não repõem o poder de compra", e pela "negociação coletiva de aumentos salariais dignos".
Nos urbanos de Lisboa estavam programados 188 e foram suprimidos 137. Já nos comboios urbanos do Porto foram suprimidos 53 dos 85 programados.
A CP indica que nenhum dos seis comboios de longo curso programados foram realizados e nos regionais deveriam realizar-se 44 e foram suprimidos 29.
Na sexta-feira, o Governo anunciou que a greve que decorria desde 27 de junho e até 14 de julho foi suspensa, após ter sido alcançado um acordo com o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses.
O coordenador da Fectrans defendeu hoje que "há responsabilidades políticas que têm de ser apuradas" na compra de navios sem baterias para a Transtejo/Soflusa.
De acordo com o balanço feito pela CP, entre as 0h e as 6h de hoje registaram-se 61 supressões, cerca de 88% dos comboios programados, que seriam 69.
O coordenador da Fectrans disse que a decisão dos trabalhadores é "um protesto contra a intransigência do Governo e da CP, o arrastamento das negociações e os salários baixos".
Os trabalhadores da CP fazem uma greve de 24 horas, na segunda-feira, para reivindicar aumentos salariais de 90 euros para todos os trabalhadores.
Dos 255 comboios programados, realizaram-se 108, foram suprimidos 147, dos quais 41 do serviço regional, nove de longo curso, 22 comboios urbanos do Porto e 75 urbanos de Lisboa.
Paralisação acontece após uma tentativa falhada de chegar a acordo com a Associação Nacional de Transportes de Passageiros. Fectrans reclama "o aumento imediato do salário base do motorista para 750 euros".
De acordo com o balanço feito pela CP, dos 37 comboios suprimidos, 26 são do serviço regional, seis urbanos do Porto, três urbanos em Lisboa e dois de longo curso.
Devido ao plenário de trabalhadores da Transtejo, as ligações fluviais entre Lisboa e os concelhos da margem sul do rio Tejo, estiveram esta quinta-feira interrompidas, das 13h às 18h30, nas ligações fluviais de Cacilhas, Montijo, Seixal e Trafaria.
Na ligação Cacilhas - Cais do Sodré, a interrupção deve acontecer a partir das 14h20 até às 17h35, enquanto no sentido contrário a paralisação prevista é das 14h20 às 17h50.