Takeaway, tabaco e almoços duplicados: Os casos mais bizarros dos almoços de Isaltino Morais
O presidente da Câmara e outros 22 arguidos foram acusados de peculato e abuso de poder por gastos de 150 mil euros em refeições pagas pelo município.
O presidente da Câmara e outros 22 arguidos foram acusados de peculato e abuso de poder por gastos de 150 mil euros em refeições pagas pelo município.
Um dos exemplos foi a 15 de setembro: um "almoço de trabalho" de €329,40 a Isaltino Morais, vereadores e adjuntos, que eram candidatos e passaram o dia nas ruas em campanha. Dias depois da eleição, o executivo reeleito foi almoçar a "trabalho" e a conta bateu o recorde do ano: €859,30.
Isaltino Morais justificou-se com a normalidade dos almoços de trabalho – algo que a SÁBADO não contestou. Mas o autarca omitiu que muitas das refeições reveladas foram entre membros do executivo. Como aquela que ele próprio teve a 24 de setembro de 2019, com a vereadora Joana Baptista e a adjunta Irina Lopes, cuja conta chegou aos 344,50 euros.
A proto-sucessora de Isaltino Morais é a que mais trabalha à mesa. Faturas pagas pela câmara incluem várias refeições no JNcQuoi e milhares de euros em marisco, "ostras exóticas" e álcool, incluindo Pêra Manca. Mas também "lanches de trabalho" de caracóis e gelados de açaí num novo spot de Paço de Arcos, o Oakberry.
Isaltino Morais justifica almoços duplicados com takeaway para trabalho na câmara em 2020, mas estas situações começaram em 2018 e foram até 2023. E não foram modestas.
Faturas de Isaltino Morais e da sua equipa mostram consumo maciço de lavagante, sapateira, lagosta, sushi, ostras, leitão, camarão-tigre e presunto pata negra. E tabaco, vinho, saké afrodisíaco, aguardente e Moët & Chandon. Há quem apresente faturas do JNcQuoi e declare vários "almoços de trabalho" à mesma hora em restaurantes diferentes