Igreja vai pagar no máximo 45 mil euros a vítimas de abuso
Igreja já aprovou o pagamento de 1,6 milhões de euros a 57 vítimas de abusos sexuais. Valor mínimo estabelecido é de 9 mil euros.
Igreja já aprovou o pagamento de 1,6 milhões de euros a 57 vítimas de abusos sexuais. Valor mínimo estabelecido é de 9 mil euros.
João é dos mais avançados no processo, mas continua no escuro: perdeu até as expectativas de receber algum dinheiro. Nunca obteve uma justificação das entidades religiosas pela demora – tudo o que sabe é pela TV –, e ainda não existe previsão para a compensação.
À data de hoje "foram apresentados 89 pedidos de compensação financeira".
"O pagamento das compensações financeiras será feito com recurso a um fundo da Conferência Episcopal Portuguesa, e que contará com o contributo solidário das Dioceses e dos Institutos de Vida Consagrada", avançou a CEP.
Comissões de instrução avaliaram até ao momento o caso de 68 pessoas, refere o grupo Vita.
Nos últimos 10 anos, o número de mulheres no Vaticano tem aumentado - até em cargos importantes. Simona Brambilla é a mais recente. Mas ainda não há espaço para a ordenação como padres.
O Grupo VITA propôs à Igreja a revisão de alguns aspetos do regulamento que define os procedimentos para a compensação financeira das vítimas de violência sexual.
Um dos organismos avalia os factos e o outro, os montantes a atribuir, anunciou a Conferência Episcopal Portuguesa.
"Reconhecemos que este é um caminho sinuoso e temos enfrentado algumas dificuldades, especialmente relacionadas com o facto de ser necessário melhorar processos de comunicação e de articulação com algumas estruturas eclesiásticas", aponta coordenadora.
Psicóloga Rute Agulhas salientou que "mais de 30 vítimas deram já o seu consentimento informado para prosseguir com a informação para as autoridades competentes para posterior procedimento canónico e civil".
Entre os acusados 10 já morreram, quatro não estão ativos e um é desconhecido. Outros dois permanecem em funções
Os religiosos destas instituições que sejam suspeitos e ainda se encontrem no ativo vão ser afastados temporariamente, garantiu presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal.
Os religiosos destas instituições que sejam suspeitos e ainda se encontrem no ativo vão ser afastados temporariamente durante uma investigação interna, confirmou direção.
Conferência Episcopal Portuguesa esteve reunida esta quarta-feira em Fátima.
A Comissão Independente de investigação aos abusos de menores recebeu testemunhos de vítimas em várias instituições com ligações à Igreja.
Os abusos deram-se em situações como catequese, escolas católicas, escuteiros, grupos de jovens e outros, havendo igualmente casos de abuso em ordens religiosas. Há bispos suspeitos de ocultação e que ainda estão no ativo.