O país com a lei em suspenso
A Guiné-Bissau está refém de uma Junta militar que está prestes a alterar a Constituição. O golpe de Estado terá sido encenação para reforçar os poderes de Umaro Sissoco Embaló.
A Guiné-Bissau está refém de uma Junta militar que está prestes a alterar a Constituição. O golpe de Estado terá sido encenação para reforçar os poderes de Umaro Sissoco Embaló.
Seis opositores políticos detidos desde o golpe de Estado militar de 26 de novembro foram libertados na terça-feira. ONU diz que "é preciso fazer mais".
PJ deteve a 14 de dezembro, no Aeroporto Figo Maduro, o chefe de protocolo de Sissoco Embaló, por suspeita de contrabando e branqueamento de capitais.
Em causa está o golpe de estado ocorrido a 26 de novembro de 2025.
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos expressa também preocupação "com relatos de que as forças de segurança usaram força desnecessária ou desproporcional, incluindo munição real, para dispersar manifestantes pacíficos após o golpe na capital, Bissau".
Um grupo de militares anunciou na quarta-feira ter tomado o poder na Guiné-Bissau e ter destituído o Presidente, Umaro Sissoco Embaló, que viajou entretanto para o Senegal.
O Conselho, em linha com a política de “tolerância zero” da UA em relação a “mudanças inconstitucionais de governo”, classificou a revolta como “um grave atentado contra a ordem democrática e constitucional”.
Por determinação do Alto Comando Militar, que tomou o poder no país esta semana.
Militares tomaram o poder e suspenderam as eleições pouco antes da proclamação dos resultados.
Grupo anunciou também o fim do recolher obrigatório a partir desta sexta-feira.
Militares tomaram o poder quarta-feira e suspenderam todos os meios de comunicação social, violando assim o direito à informação.
Informação está a ser veiculada nas redes sociais de meios de comunicação guineenses.
Ministério das Relações Exteriores emitiu um comunicado.
Diplomacia portuguesa apelou a que se retome "a regularidade do funcionamento das instituições".
Oposição alega que se trata de uma manobra para suspender contagem de votos das presidenciais de domingo.
Esta é uma história de egos enormes e uma soma de denúncias; da Odebrecht e do dossiê Isabel dos Santos; de Mexia, Pinho e do enigmático Príncipe; dos milhões a devolver ou talvez não; dos clamores públicos e das perseguições; do telemóvel da discórdia e o parecer do interessado Germano. E ainda dos desembargadores chateados e dos documentos sigilosos; das alfinetadas matreiras e, afinal, para que serve o Conselho Superior da Magistratura.