PSP: Recolha de biometria nos aeroportos é interrompida quando tempo de espera é elevado
Sempre que o tempo de referência é retomado e os passageiros não ficam em risco de perder o respetivo voo, o sistema é novamente reativado.
Sempre que o tempo de referência é retomado e os passageiros não ficam em risco de perder o respetivo voo, o sistema é novamente reativado.
No sábado, a recolha de dados biométrico já tinha sido suspensa durante a manhã para evitar que os passageiros perdessem os seus voos devido às longas filas.
Durante a manhã a polícia continuou a fazer o controlo de fronteira "com toda a segurança e rigor, à exceção da recolha de biometria" nas partidas.
A suspensão aplica-se apenas às partidas, mantendo-se a recolha de dados biométricos nas chegadas, no âmbito do novo sistema europeu de controlo fronteiriço para cidadãos extracomunitários.
O novo sistema automatizado substitui o carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos (foto e impressões digitais) para cidadãos não pertencentes à União Europeia.
Atrasos previstos devem-se a "problemas operacionais" com a implementação do novo mecanismo europeu de acesso.
Entretanto diminuiu para menos de uma hora, segundo a PSP e a ANA.
Pinto Luz sublinhou que o Governo decidiu optar pela suspensão para evitar filas de espera de “cinco, seis ou sete horas, que destroem o capital que custou muito”.
Num debate de urgência pedido pelo PS sobre o "caos no aeroporto de Lisboa", o secretário de Estado sublinhou que o Governo está "ciente da gravidade das perturbações que ocorreram nos dias de maior número de passageiros".
Além desta medida para diminuir as filas, o Governo decidiu suspender o sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários durante três meses.
O responsável pela associação que representa os oficiais da GNR considerou que existe "quase como que uma tentativa" da GNR, que é de cariz militar, "colocar a polícia civil na ordem".
O candidato referiu que "este mecanismo é suspenso durante três meses para ser reavaliado", o que lhe parece "correto".
Em causa está a suspensão do sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, imputou responsabilidades à ANA por não ter criado condições para um fluxo de passageiros que já sabia que iria existir.
Os tempos de espera no aeroporto de Lisboa têm sido elevados, com filas a chegar às seis horas.
A ANA garantiu que “tem colaborado com as autoridades responsáveis pelo controlo de fronteira e apoiado os passageiros”.