Assembleia da República celebra Constituição com exposição de arte contemporânea
"A Palavra é o Lugar: A Constituição da(s) Comunidade(s)" é o título da exposição que inaugura quinta-feira, 23 de julho, e que pode ser vista até 30 de novembro.
"A Palavra é o Lugar: A Constituição da(s) Comunidade(s)" é o título da exposição que inaugura quinta-feira, 23 de julho, e que pode ser vista até 30 de novembro.
Dados divulgados pela Pordata revelam que as crianças portuguesas estão entre as que passam mais tempo em estabelecimentos de ensino na União Europeia. Para o professor de filosofia no ensino secundário, David Erlich, o número de horas é importante, mas a qualidade do tempo também é relevante.
Sentes-te seguro na escola? Entre “sempre/frequentemente”, “às vezes” ou “raramente/nunca”, 73% optaram pela primeira hipótese em 2014, tendo o número crescido para 80% em 2018 e fixando-se, em 2022, em 77%. Exclusivo: os alunos portugueses sentem-se seguros na sua escola pública!
Já passei por uma escola em que, no ano anterior, tinha havido cinco candidaturas a diretor! Parece-me bem mais democrático que um congresso da FENPROF – a que mais clama contra o suposto carácter antidemocrático do atual modelo –, cujo secretário-geral é eleito com percentagens norte-coreanas desde 2007.
Não se faz aqui uma apologia do sorriso permanente, passivo e acrítico, mas sim do sorriso como modo de estar que, por nos aproximar uns dos outros e do espanto que advém da singularidade humana, nos ajuda a lidar com a vida.
O Governo bem pode reafirmar que, no que toca à atração de professores imigrantes, está “comprometido com o objetivo”. Discordo: o que temos é um objetivo comprometido.
Após mais do que duplicar entre 1973 e 1975, passando de 340 para 706, o número de jardins de infância não só estagnou como regrediu ligeiramente: em 1976, era de 679. No entanto, em 1978, após a primeira governação de Mário Soares, alcançava quase um milhar.
Na atitude Black Friday de fazer bombásticas declarações sobre números, pelo menos o ministro é aquele comerciante que, no serviço pós-venda, admite o erro: pediu desculpa.
A sala de aula é um espaço-tempo segmentado e administrado por um solitário soberano. O dogma do passadismo é precisamente o que o futuro ilusório quer demolir: deitem-se abaixo todas as paredes, acabe-se com as disciplinas e até com o interdisciplinar.
Uma comunidade educativa também se constrói aí, na convivialidade e na troca de ideias.
No início da próxima década, se nada for feito, faltarão mais de 30000 professores. A falta de professores acontecerá em todos os níveis e em quase todas as disciplinas.
Newsletter de quarta-feira
Não sei se consigo escrever este texto. Afinal de contas, caro leitor, já te revelei, na última crónica de julho, a minha crush por Kamala, e agora, confesso, esperava refletir sobre a sua vitória eleitoral.
Hoje quero escrever a partir do caso de Tiago. É que eu não me lembro de um episódio assim em Portugal: uma legítima atitude de protesto social degenerar numa espiral de violência em que um funcionário público é imolado.
O ambiente na educação está sereno: a equipa ministerial tem revelado competência e a oposição tem-na deixado relativamente sossegada. Apetece, pois, perguntar ao primeiro-ministro: para quê acicatar os ânimos?
Há quem defenda que a instrução direta, em que o professor transmite conhecimentos, deve ser erradicada. Não é o meu caso.