Jovens ficaram com 58% do novo crédito para casa própria em 2025
Os contratos de crédito à habitação própria permanente totalizaram 105 mil no ano passado, mais 27% do que em 2024. Dois terços envolviam montantes entre 50 mil e 200 mil euros.
Os contratos de crédito à habitação própria permanente totalizaram 105 mil no ano passado, mais 27% do que em 2024. Dois terços envolviam montantes entre 50 mil e 200 mil euros.
O montante total de empréstimos concedidos a particulares cresceu 9,8% no primeiro mês do ano, face ao período homólogo.
"Olhe para o contrato de crédito como olha para o contrato das telecomunicações". É este o conselho do economista da Deco Nuno Rico no que toca aos empréstimos para a casa. A fase atual é a ideal para renegociar e a maioria dos bancos aceita fazê-lo, sob pena de perder um cliente para a concorrência.
Portugal já desceu seis posições entre os países da Zona Euro desde o início do ano e tem a terceira taxa de juro média das novas operações de empréstimos à habitação mais baixa. Fixou-se em 2,82% em novembro.
Estes contratos representaram 38,7% do número de contratos.
Ao todo, os particulares contrataram 2.100 milhões de euros em crédito à habitação ao abrigo da garantia entre janeiro e junho.
A coordenadora do BE considerou que essa dedução deve ser "uma medida prioritária", tendo em conta "o peso que as prestações têm nos rendimentos das famílias" atualmente.
Segundo a Caixa Geral de Depósitos, os 800 pedidos correspondem a cerca de 141 milhões de crédito solicitado.
Aviso é relativo à garantia pública para crédito à habitação da primeira casa de jovens entre os 18 e os 35 anos. Porém, ainda não está operacional.
Quase metade dos crédito foram concedidos a jovens até 35 anos, segundo dados do Banco de Portugal.
Para este aumento da procura de empréstimos contribuiu, de forma ligeira, o regime regulamentar e fiscal do mercado da habitação "e, em menor grau, a confiança dos consumidores".
"Estimo que cerca de dois terços das famílias em Portugal têm habitação da qual são proprietárias devido ao crédito bancário", lembra o presidente da Associação Portuguesa de Bancos.
A comissária indigitada para a pasta dos Serviços Financeiros diz não ter interesses financeiros a declarar, apenas uma casa e um crédito à habitação.
Onze bancos foram condenados a coimas de 225 milhões de euros em 2019 e recursos interpostos não funcionaram. A prática dos bancos lesou os direitos dos consumidores "num setor crítico no país", indica a sentença.
A garantia pública para crédito à habitação ainda não está em prática pois falta a regulamentação, o que deverá tardar mais algumas semanas.
No documento, o Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro diz que há "demasiados jovens que não veem Portugal como parte do seu futuro" e que é preciso uma política integrada, incluindo promovendo o acesso à habitação.