Parlamento adia votação de voto de pesar pela morte de António Lobo Antunes
Votação foi adiada para que a família possa estar presente "em maior número".
Votação foi adiada para que a família possa estar presente "em maior número".
Editora de sempre do escritor deioxu uma mensagem nas redes sociais.
Escritor morreu esta quinta-feira aos 83 anos.
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa garante não ter "dúvidas de que Lobo Antunes faz hoje parte da rara aristocracia da literatura mundial, onde estão os grandes mestres".
José Pedro Aguiar-Branco deixa depois uma mensagem de "sentidas condolências" à família e amigos do escritor.
Para o escritor, António Lobo Antunes é "um caso extraordinário de alguém que criou uma forma de a língua se exprimir".
Presidente da República considera que escritor deixa "uma bibliografia sofisticada, atenta ao quotidiano, e muito tributária de experiências como a guerra".
Para o presidente da APE, a morte de António Lobo Antunes é uma perda dolorosa e o momento é de luto para a literatura portuguesa.
O primeiro-ministro expressou ainda, em seu nome e do Governo, "as mais sentidas condolências à família e aos amigos".
Para o Presidente eleito, "António Lobo Antunes foi um escritor de rara coragem intelectual, capaz de transformar a experiência individual e coletiva em literatura de grande fôlego".
José Luís Carneiro considerou que "ler a sua obra e ensiná-la às gerações futuras é um compromisso que, como sociedade", deve ser assumido "e constituirá a garantia da sua continuidade como um dos grandes autores de sempre da literatura portuguesa".
Em comunicado, o clube da Luz sublinha a "ligação afetiva" de décadas que o escritor manteve com a instituição, notando que a paixão de Lobo Antunes pelo Benfica "tantas vezes atravessou a sua própria obra e os seus testemunhos públicos".
A OM salientou que António Lobo Antunes é reconhecido como "um dos maiores escritores da literatura portuguesa contemporânea", tendo projetado internacionalmente a cultura nacional.
Escritor morreu esta quinta-feira aos 83 anos.
Na opinião de Margarida Balseiro Lopes, António Lobo Antunes deixa “um legado brilhante e inesquecível”.
O escritor tinha 83 anos. Foi médico e soldado em África antes de se revelar como uma das vozes mais originais da literatura nacional da segunda metade do século XX.