Transição de género nas escolas: há um guia para os pais que a querem travar
Associação de juristas lança directrizes para as famílias que suspeitam de doutrinação ideológica junto dos filhos.
Associação de juristas lança directrizes para as famílias que suspeitam de doutrinação ideológica junto dos filhos.
Os problemas do sistema educativo português são conhecidos, inclusive por leigos. Não há como não saber. Basta ser pai ou mãe, aluno ou ex-aluno.
A partir do próximo ano letivo, Cidadania e Desenvolvimento vai passar a ser regulada por Aprendizagens Essenciais, em linha com uma nova Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, que vão substituir os atuais documentos orientadores da disciplina.
Uma coisa é certa: só Mário Centeno pode salvar a direita dela própria, agora que tem os dias livres para também "ponderar" uma candidatura.
"Seria um retrocesso enorme se a educação para a sexualidade saísse das escolas e da formação dos alunos", afirmou o ministro Fernando Alexandre.
Desde terça-feira que vários 'sites' do Ministério da Educação registaram constrangimentos, chegando a ficar em baixo, incluindo a página da Direção-Geral da Educação, onde está a decorrer, desde segunda-feira, a consulta pública da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e das Aprendizagens Essenciais da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.
À SÁBADO chegaram relatos, que também se têm multiplicado nas redes sociais, de que não é possível aceder ao site onde a consulta pública deveria ser feita até 1 de agosto.
Esta medida cumpre uma promessa eleitoral do Governo e responde às críticas feitas pelos setores mais conservadores de que a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento estava demasiado focada em temas que classificam como ideologia de género.
Segundo as conclusões do estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas mais de metade das escolas que proibiram o uso de 'smartphones' relataram uma diminuição do 'bullying' e da indisciplina do 2.º ciclo ao secundário, e na esmagadora maioria os alunos passaram a socializar mais durante os intervalos, a realizar atividade física e a usar os espaços de jogos no recreio.
Apesar do amplo discurso público, poucas queixas foram apresentadas contra esta disciplina.
Mesmo assim, a avaliar pelas palavras do governo, os conteúdos abordados não servem à nação e prendem-se a “amarras ideológicas”. A avaliar pelos mais recentes acontecimentos, estes conteúdos são urgentes e prioritários, havendo ainda um longo caminho a percorrer.
O ministro da Educação reconheceu a importância da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, explicando que tal como a nova disciplina de "Literacias e Dados", pretende garantir que os alunos adquiram competências necessárias a uma boa integração na sociedade.
Para o Livre, a posição do Governo "contraria as recomendações da Unicef, da Unesco, da Comissão Europeia, do Conselho da Europa e até do Conselho Nacional de Educação".
O ambiente na educação está sereno: a equipa ministerial tem revelado competência e a oposição tem-na deixado relativamente sossegada. Apetece, pois, perguntar ao primeiro-ministro: para quê acicatar os ânimos?