Nobel da Medicina tem 'toque' português: há 20 anos investigadora comprovou técnica em moscas
O prémio deste ano distinguiu a optogenética. Susana Lima trabalhava no laboratório onde foi a técnica foi comprovada pela primeira vez.
O prémio deste ano distinguiu a optogenética. Susana Lima trabalhava no laboratório onde foi a técnica foi comprovada pela primeira vez.
Trabalho que levou ao Nobel começou há mais de 40 anos. Os dois cientistas resolveram um "mistério químico com mais de um século".
Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel receberam, esta segunda-feira, o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina pelo desenvolvimento da optogenética, uma técnica que permite controlar células nervosas com luz. A descoberta abriu novas possibilidades para estudar o funcionamento do cérebro e as doenças neurológicas.
Consiste num método que permite demonstrar como as células nervosas moldam as memórias, as emoções e os comportamentos no cérebro.
Prémio foi atribuído "pelas suas descobertas relativas aos canais iônicos ativados pela luz à optogenética".
Estudo mostra que órgãos envelhecem ou rejuvenescem de acordo com a idade da pessoa transplantada. Médicos em Portugal sublinham impacto que pode ter na disponibilidade de órgãos.
O Centro Nacional de Investigação Cardiovascular Carlos III explicou que o coração mantém a sua capacidade de contração, mas apresenta dificuldades em relaxar e encher-se corretamente de sangue.
Novos medicamentos têm o potencial de eliminar a doença, mas o acesso ainda é limitado e há uma percentagem de pessoas que não responde à medicação. Para elas, a investigação estuda outras moléculas para travar a patologia neurológica.
O Lecanemab e o Donanemab mostraram ser capazes de atrasar a progressão da doença em fases iniciais e já estão disponíveis em Portugal. Apesar da esperança que trazem, o elevado custo e as dúvidas sobre a relação custo-benefício mantêm-nos fora do regime de comparticipação.
Um estudo feito pela fabricante do Ozempic demonstrou que mais de 40% das crianças tratadas com o fármaco deixaram de ser obesas em 15 meses. Há quatro centros no país onde estão a decorrer ensaios destes medicamentos em idades precoces.
Há uma revolução no tratamento, sobretudo em situações que dantes eram terminais. As novas terapias permitem que os doentes continuem a trabalhar, a cuidar dos filhos e a ver os netos nascer.
A jornalista Lucília Galha venceu o prémio com a reportagem "Cancro: Os novos avanços da medicina", publicada a 5 de junho de 2025.
A história de que foi vítima horrorizou o mundo. O seu marido de há 50 anos, drogou-a, violou-a e ofereceu-a a outros 80 homens para que abusassem dela enquanto estava inanimada, durante uma década, mais de 200 vezes. Hoje, com a ajuda do livro autobiográfico que escreveu, sente-se recuperada do choque, e tenta dar a mão a outras mulheres que passaram por algo idêntico
Sim, poderá ser uma nova forma de curar este cancro de pele, que é o mais grave e agressivo. É a primeira vez que um tratamento deste género tem resultados tão promissores na fase final de um ensaio clínico. Saiba como funciona e a quem se dirige.
Permitiu melhorar de maneira "estatisticamente significativa" a sobrevida, sem recaída, de doentes com melanoma em estado avançado e operados previamente.
Ao contrário do que se pensava, este órgão nunca deixa de aprender. E mesmo na velhice vale a pena continuar a estimulá-lo. Há uma combinação de três coisas essenciais: exercício físico, aprender coisas novas e cultivar amizades. Sim, os amigos são tão importantes quanto os comprimidos – podem mesmo ajudá-lo a recuperar saúde mental.