Habitação: Casa para Viver vai entregar carta aberta em Belém
A plataforma que defende o direito à habitação quer que o problema da habitação seja uma das causas do Presidente da República e que seja encarada como "emergência nacional".
A plataforma que defende o direito à habitação quer que o problema da habitação seja uma das causas do Presidente da República e que seja encarada como "emergência nacional".
A peça, com Ana Guiomar, Cristóvão Campos, Ruben Madureira e Sandra Faleiro no elenco, é uma comédia sobre "coincidências inesperadas" em que nunca se sabe bem "quem é quem", descreve o encenador.
A plataforma acusa o Governo de anunciar "medidas milagrosas" que, na sua perspetiva, beneficiam senhorios, promotores e fundos imobiliários, ao mesmo tempo que os preços continuam a subir.
Marcha arrancou pelas 16h15, com palavras de ordem como "Abril exige casa para viver", "casa é para morar, não é para especular" e "baixem as rendas, subam os salários".
Na tarde de sábado várias centenas de pessoas juntaram-se em Lisboa numa manifestação pelo direito à habitação.
Há 15 anos ficou tetraplégico. Desde então, abriu uma empresa, viu os filhos crescer e é feliz, mas já n ão quer viver – falta-lhe a liberdade. Em 2026, vai morrer através de suicídio assistido.
A SÁBADO ouviu o professor catedrático Jorge Malheiros e a ativista Rita Silva sobre a alteração à lei dos solos aprovada em Conselho de Ministros e as opiniões parecem alinhadas: trata-se de um convite à especulação, coloca em risco as àreas rurais e pode originar cidades menos planeadas.
Não são os privados (senhorios) que têm o dever de assegurar que toda a gente tem uma casa para viver. Essa tarefa é do Estado, que por sinal tem milhares de imóveis devolutos. Também não me parece que o controlo de rendas seja uma boa ideia
"Estas pessoas não querem resolver o problema", considerou o autarca depois do momento.
Pelo menos 22 cidades portuguesas aderiram à manifestação convocada pela plataforma Casa Para Viver.
Do crescimento de bairros precários a pessoas trabalhadoras sem-abrigo, os preços altos das casas criam vários problemas. Pela quarta vez, manifestação quer pressionar políticos.
A sobrelotação de turistas continua e os residentes desesperam. Há protestos agendados para setembro, outros que decorrem com faixas nas janelas. Os municípios de Lisboa e Sintra, e o Ministério da Economia respondem à SÁBADO.
O socialista referia-se a frases inscritas em cartazes numa manifestação pelo direito à habitação no Porto onde se lia: "Não queremos ser inquilinos de sionistas assassinos".
Manifestantes querem pôr o tema no centro do debate para as eleições de 10 de março.
Protesto quer "deixar bem claro que o próximo governo precisa de ter como meta principal a resolução da crise da habitação".
O Movimento garante que a Câmara Municipal de Lisboa tem um contrato com uma empresa de limpeza para que sejam removidos os cartazes. Câmara nega qualquer envolvimento.