Irão: Detido guionista Mehdi Mahmoudian, nomeado para Óscar em Hollywood
As autoridades iranianas ainda não confirmaram a detenção nem forneceram pormenores sobre as acusações contra os detidos.
As autoridades iranianas ainda não confirmaram a detenção nem forneceram pormenores sobre as acusações contra os detidos.
Criada após a Revolução Islâmica de 1979, a Guarda Revolucionária tornou-se um dos principais pilares do regime iraniano, respondendo diretamente ao líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei. A União Europeia decidiu agora sancionar a força pelo seu papel na repressão interna, classificando-a como organização terrorista.
A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, e outros membros do partido participaram na marcha, que partiu do Marquês de Pombal em direção ao Terreiro do Paço.
A comunidade iraniana em Portugal teme um agravamento da violência.
O presidente norte-americano, Donald Trump, tem avisado que os Estados Unidos da América (EUA) podem intervir militarmente no caso de haver vítimas mortais dos protestos, após já terem apoiado a guerra de 12 dias de Israel contra Teerão, em junho.
A repressão das novas manifestações tem sido severa, e as autoridades restringiram o acesso à Internet em todo o país.
“O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos", disse o presidente do parlamento do Irão.
As comunicações continuam em baixo no Irão por decisão governamental e números podem estar desfasados dos reais.
Os protestos em quase todo o país começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação política contra o regime.
Com a internet em baixo e as linhas telefónicas cortadas, acompanhar as manifestações a partir do estrangeiro tornou-se difícil.
Os meios de comunicação estatais iranianos informaram que mais de um milhão de pessoas participaram no cortejo fúnebre, o que foi impossível de confirmar de forma independente, mas a multidão compacta encheu a principal via pública de Teerão ao longo de todo o percurso de 4,5 quilómetros.
Os primeiros comentários do líder supremo do Irão após o cessar-fogo com Israel foram feitos num vídeo pré-gravado, divulgado esta quinta-feira.
O porta-voz das Forças Armadas iranianas disse que o "ato hostil" dos EUA vai alargar o âmbito dos alvos legítimos do Irão, provocando o prolongamento da guerra na região do Médio Oriente.
O presidente dos Estados Unidos pediu aos residentes de Teerão para abandonarem a capital iraniana e exigiu ao Irão que se rendesse sem condições.
"Morte a Israel, morte à América", gritavam.
O enriquecimento de urânio continua a ser um dos principais pontos de discórdia entre Washington e Teerão. Os países ocidentais e Israel acreditam que o Irão está a tentar a construir uma bomba atómica, suspeita que os iranianos negam.