Pacote laboral. Os bastidores de sete meses de impasse
Erros políticos, greve e um novo ator: como a UGT, que representa um número residual dos traba lhadores do privado, ganhou protagonismo nas negociações da reforma laboral
Erros políticos, greve e um novo ator: como a UGT, que representa um número residual dos traba lhadores do privado, ganhou protagonismo nas negociações da reforma laboral
Manuel Castro Almeida explica que "se não há acordo não é por falta de vontade" do Executivo.
As negociações sobre o pacote laboral terminam sem acordo pela ausência de entendimento com a UGT.
Parlamento Europeu aprovou o envio do acordo do Mercosul para o Tribunal de Justiça para parecer sobre compatibilidade com tratados europeus, após votação renhida.
"Os partidos políticos têm as suas posições, as suas ideologias, as suas propostas, mas entre eleições há compromissos que têm que falar mais alto", frisou António José Seguro.
João Proença acredita que, depois da greve geral, é tempo de regressar à mesa das negociações e a um diálogo tripartido. A entrega do projeto no Parlamento depois das presidenciais é "positivo" e dá "espaço à negociação".
Falta de trabalhadores oscila "entre os 2% e os 3%", garante a Confederação Empresarial de Portugal.
Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal, afirmou, em entrevista ao canal Now, que "tem havido da parte dos parceiros sociais uma falta de vontade de haver um acordo” e desafiou patronato e sindicatos a juntarem-se.
Segundo a CIP, o objetivo é aplicar a isenção de IRS e Taxa Social Única (TSU) aos prémios de produtividade, de desempenho, participação nos lucros e gratificações de balanço.
O limite máximo de duas "autobaixas" já foi esgotado por 52 mil trabalhadores, segundo dados dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) citados pelo Público.
Chamaram-lhes "retornados", até em documentos e organismos oficiais, e com esse designativo foram para sempre crismados, em detrimento de outros, porventura mais problemáticos, como "repatriados", "desalojados" ou, como muitos deles preferem, "espoliados".
Defendendo que "é preciso alterar o perfil da economia", o presidente da CIP, que ficou de fora do acordo, considerou que o OE2024 "não deve ser só um programa de política orçamental, mas também de política económica".
Celebrado há um ano entre o Governo, as confederações patronais e a UGT, o acordo de rendimentos previa que em 2024 o salário mínimo chegaria aos 810 euros. No entanto, numa entrevista recente, o primeiro-ministro já tinha manifestado abertura para ir mais longe.
O chefe de Estado fez este anúncio quando discursava no Centro de Congressos de Lisboa, após a posse dos novos órgãos sociais da CIP -- Confederação Empresarial de Portugal.
As convicções antissalazaristas levaram o jornalista a recorrer a pseudónimos, mesmo quando escrevia sobre culinária. Ana Marques Pereira reuniu-os no recém-editado "Luís de Sttau Monteiro Gastrónomo".
Recorde a entrevista de vida a Adriano Moreira publicada em 2012 na SÁBADO. Foi preso no Estado Novo e depois foi ministro de Salazar. Chegou a ser apontado como o seu delfim, mas deixou o governo em 963. Foi saneado depois do 25 de Abril, regressou e liderou o CDS.