Defesa dos manifestantes vai participar criminalmente contra ministro e diretor da PSP
Após a carga policial desta madrugada.
Após a carga policial desta madrugada.
Vários órgãos de comunicação social testemunharam detenções e relataram a desproporcionalidade da carga policial, com petardos e bastonadas.
Na concentração no Largo Camões, em Lisboa, manifestantes entoaram cânticos que visavam o primeiro-ministro.
Agentes que dispararam para matar, bastonadas em manifestantes e comerciantes e cães-polícia sem saber quem atacar. Tudo isto aconteceu nos protestos mais violentos da democracia portuguesa.
O ministro da Administração Interna disse que não falou com Luís Montenegro sobre as intervenções policiais durante a manifestação no Rossio. Porém, o primeiro-ministro disse que esteve em contacto com os ministros e ainda, afirmou que "não há uma única pessoa" que possa dizer o contrário.
Na Praça D. João I, a assembleia popular, que juntou 300 pessoas e teve início pelas 20:00, votou várias sugestões de resposta ao convite de Pedro Duarte, sendo que a mais votada (com 116 votos) foi a de sugerir uma reunião presencial com o autarca no Rivoli, para que todos possam estar presentes.
De manhã cedo, uma parte dos que pernoitaram na praça D. João I, no Porto, saiu para trabalhar, permanecendo no local cerca de uma dúzia de pessoas.
O novo diretor nacional da PSP arruinou-se com os fretes que fez ao Governo.
Associações exigem aumentos salariais, revisão das carreiras e melhorias nas condições de trabalho.
Nos últimos dias, presidente da câmara de Lisboa ter reagido a polémicas com números, que não parecem bater com a realidade. O último caso foi a limpeza dos grafitis. Autarquia não revela contrato e nome da empresa, o que já causou requerimento da oposição
A saída de Joaquim Morgado da Secretaria-Geral do MAI acontece 15 dias depois de o ministro Luís Neves ter afastado do cargo o secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho.
Entre 200 e 300 pessoas regressaram esta noite ao Rossio para a Acampada de Lisboa.
Estão cerca de 300 pessoas em cada cidade.
Em 14 de outubro, o autarca referiu que a Câmara do Porto seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas" na Praça D. João I, onde no dia 10 começou uma acampada para protestar a crise da habitação.
Muitos dos que tinham estado ao final da tarde de hoje na manifestação convocada pela plataforma Casa para Viver, na Praça da Trindade, desceram os poucos metros que distam da Praça D. João I e voltaram a reunir-se em assembleia popular.
Jovem está há mais de dez dias a protestar.