Governo recebe sindicatos da função pública para negociar salários de 2027
Os sindicatos reivindicam aumentos salariais superiores ao previsto para acompanhar o aceleramento da taxa de inflação.
Os sindicatos reivindicam aumentos salariais superiores ao previsto para acompanhar o aceleramento da taxa de inflação.
Primeiro-ministro dedicou parte da sua intervenção na AR a reagir às críticas de despesismo do antigo ministro das Finanças do PS, Mário Centeno.
Segundo o Ministério das Finanças, o Governo manifesta-se disponível para "soluções equilibradas".
Esta é a primeira reunião no âmbito desta negociação e acontece a poucas dias da entrega da proposta de Orçamento do Estado para 2027.
Pelas 11h00, está prevista uma manifestação entre a Praça da Figueira e o Ministério das Finanças, em Lisboa.
A paralisação começou à meia-noite e prolonga-se até às 23:59, abrangendo a administração central, regional e local.
Foi convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap).
Segundo a federação que representa sindicatos da administração pública, os setores da saúde e da educação serão os mais afetados, assim como em organismos como a AIMA.
O gabinete do primeiro-ministro informou que dará tolerância de ponto na terça-feira, 17.
Nos termos do acordo plurianual para o período 2026-2029, "a atualização salarial em 2026 será de 56,58 euros ou um mínimo de 2,15%, e de 60,52 euros ou um mínimo de 2,30% em 2027, 2028 e 2029".
Esta atualização salarial ainda não será refletida no processamento deste mês, que já foi fechado, pelo que apenas deverá ser efetuada em fevereiro.
Sindicato Independente dos Trabalhadores dos Organismos Públicos e Apoio Social continua o protesto contra as propostas do pacote laboral apresentado pelo Governo.
"Se olharmos para a adesão, parece uma greve da função pública", disse o ministro da Presidência, acrescentando que a adesão tem sido pouca "em particular no setor privado e social".
Tiago Oliveira, líder da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, fala da falta de resposta às reivindicações dos trabalhadores da função pública.
Os trabalhadores da administração pública protestam contra o pacote laboral apresentado pelo Governo.
A greve, convocada pela Fesinap, e que tem serviços mínimos, abrange os trabalhadores de todas as carreiras da administração pública sejam gerais ou especiais.