BESA: Empresário admite ter criado empresa sob suspeita a pedido de família de Álvaro Sobrinho
Essa mesma empresta terá sido usada para desviar dinheiro do Banco Espírito Santo Angola.
Essa mesma empresta terá sido usada para desviar dinheiro do Banco Espírito Santo Angola.
Álvaro Sobrinho, que reside em Angola, tinha contestado por apenas 90 dias do visto concedido para comparecer em Portugal para o julgamento, mas o argumento foi hoje rejeitado pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa.
Em causa está o alegado desvio, entre 2007 e 2012, de fundos de um financiamento do BES ao BES Angola em linhas de crédito de Mercado Monetário Interbancário (MMI) e em descoberto bancário.
Angolano confirma estar por trás do misterioso fundo das Bahamas.
Álvaro Sobrinho, prestes a ser julgado no processo do BESA, não tem cidadania portuguesa há cerca de 40 anos mas usa documentos nacionais.
Álvaro Sobrinho lembrou-nos o que fingimos que não sabíamos: o futebol é uma máquina de lavar dinheiro.
O Ministério Público acusou o antigo presidente do BES/Angola de ter usado verbas do banco para investir na equipa de Alvalade.
No debate instrutório, realizado no passado dia 3 de junho, o Ministério Público (MP), pelas vozes das procuradoras Rita Madeira e Sandra Oliveira, pediu que os cinco arguidos fossem levados a julgamento "nos exatos termos da acusação".
Processo-crime arrasta-se há cerca de 14 anos, mas poderá estar para breve o início do julgamento. Em
Ricardo Salgado volta a ser acusado pelo MP, num total já de cinco acusações.
Para tentar apanhar o ex-banqueiro foram precisos mais de 11 anos de investigação. Despachos judiciais do Ministério Público e do juiz de instrução revelam todas as suspeitas e que há mais alvos: Salgado, Morais Pires e Hélder Bataglia.
Ex-líder do BESA vendeu quatro imóveis depois de o tribunal ter levantado o arresto dos mesmos.
Ex-líder do BES Angola adquiriu seis apartamentos de luxo por mais de 5,28 milhões de euros.
Em causa estão suspeitas de burla do antigo Banco Espírito Santo de Angola, a que presidiu, em cerca de 500 milhões de euros.
Pode ser equacionada uma medida de coação mais gravosa que o impeça de viajar entre países.
Carta do BESA enviada ao antigo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, refere que o antigo líder do banco, Álvaro Sobrinho, não tinha "efetiva vontade ou capacidade" de resolver os problemas criados pela sua gestão, o que levou ao pedido de ajuda do BES ao Estado angolano, em 2013.