Secretas Militares arrasam ministro em relatório sobre Tancos

Secretas Militares arrasam ministro em relatório sobre Tancos
Alexandre R. Malhado 23 de setembro de 2017

Gestão de Azeredo Lopes foi de “ligeireza, quase imprudente”, lê-se no documento. General Rovisco Duarte assumiu a responsabilidade mas “não terá tirado consequências”. Os dez cenários para o que aconteceu. António Costa dá puxão de orelhas a deputados

O incidente de Tancos é de "extrema gravidade", devendo "ser investigado e definidas todas as consequências", destacando-se a "ligeireza, quase imprudente" do ministro da Defesa, Azeredo Lopes. Estas foram algumas das considerações feitas pelos serviços de informações militares, que, em relatório, atribui a Azeredo Lopes uma "arrogância cínica" no caso do desaparecimento de armas de guerra dos paióis de Tancos.

"[O incidente mostrou] fragilidade de liderança e capacidade de gestão da crise, quer ao nível militar, quer ao nível político", lê-se no relatório das secretas militares, elaborado em Julho, ainda nos primeiros dias da investigação. O relatório, divulgado pelo semanário Expresso este sábado, tinha como destinatário a Unidade Nacional de Contra-terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária e os Serviços de Informações e Segurança (SIS). 

As secretas militares dizem que as declarações do ministro da Defesa na altura são "arriscadas e de intenções duvidosas". Já o chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Rovisco Duarte, é acusado de ter assumido a responsabilidade, sem "ter tirado consequências desse acto". Rovisco Duarte ainda chegou a colocar o lugar à disposição, mas Azeredo Lopes não aceitou. As secretas militares adiantam que a "pronta e ponderada acção do Presidente da República" evitou uma situação mais complexa em Tancos. 

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