Quem ajuda os bombeiros depois de uma situação traumática?

Quem ajuda os bombeiros depois de uma situação traumática?
Diogo Barreto 22 de junho de 2017

Equipas de psicólogos especializados dirigiram-se a Pedrógão Grande para dar apoio psicológico a quem combate as chamas. Saiba como funciona

Os bombeiros ajudam as pessoas em perigo, mas quem lhes presta socorro a eles? Quando um incêndio de grande intensidade deflagra em Portugal, como aconteceu em Pedrógão Grande, centenas são chamados a responder ao local encontrando muitas vezes situações potencialmente traumáticas que os podem marcar para a vida.

As Equipas de Apoio Psicossocial respondem ao problema. Estes bombeiros e psicólogos tentam dar uma resposta rápida, agindo nos primeiros dias que se seguem ao incêndio. Rui Ângelo, coordenador nacional das Equipas de Apoio Psicossocial (EAPS) da Autoridade Nacional da Protecção Civil, conta à SÁBADO que 
o modelo de apoio psicológico de emergência que é aplicado a operacionais é bastante diferente do que é prestado a civis.

Esta diferenciação prende-se com o perfil e a experiência que os bombeiros ou militares têm em relação à restante população. "É
totalmente diferente ter um idoso exposto a um incêndio florestal ou um bombeiro. A interpretação dos eventos é distinta, logo o apoio psicológico prestado também o é", explica o coordenador nacional das EAPS. Se os civis costumam ser "apanhados pelo fogo", os bombeiros vão em "busca do incêndio para o combater", estando mais mentalmente preparados.

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