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O cérebro do SNS na caça à fraude com medicamentos

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes 21 de janeiro de 2026 às 23:00

Confere 11 milhões de receitas e faturas por mês, poupa milhões de euros ao erário público e entrega à justiça pistas sobre potenciais fraudes - foi daqui que saiu a informação para a recente "Operação Obélix". O Ozempic e seus concorrentes são a fraude da moda. Viagem ao centro de Controlo e Monitorização do SNS, na Maia.

À primeira vista, é um cenário fabril que não augura grandes emoções. Os corredores do armazém, divididos por filas de cinco prateleiras, estão repletos de caixas de cartão padronizadas, marcadas com as palavras “safe box” – lá dentro há mais de 500 mil receitas médicas e prescrições de exames de norte a sul de Portugal. Parece muito, mas é apenas a parte residual, perto de 2,5% do total, que sobreviveu à digitalização da prescrição. Há poucos anos todas as aquelas caixas representariam só um mês de receitas, mas o papel está em extinção e agora cabem ali pelo menos quatro meses. O arquivo físico, tal como o digital, obedece a uma razão. “Quando as investigações [às fraudes com medicamentos] chegam a tribunal normalmente pedem-nos a prova em papel”, explica Nilton Nascimento, diretor do Centro de Controlo e Monitorização. Talvez, afinal, haja aqui emoção. “Não há monotonia”, é uma expressão que a SÁBADO ouvirá mais do que uma vez na visita ao centro.

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