Sábado – Pense por si

PASSATEMPOS

Descubra os novos desafios da SÁBADO

JOGAR

Montenegro diz que reentrada do Estado na REN pode contribuir para diminuir custos da eletricidade

Lusa 18 de agosto de 2026 às 11:46
Adicione como fonte preferencial no Google
As mais lidas

Primeiro-ministro pretende que rede elétrica chegue "mais facilmente à casa das pessoas e também às empresas". Objetivo passa também por "diminuir os custos".

O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que todos os elementos relativos à reentrada do Estado no capital da REN serão disponibilizados para "escrutínio do país" e admitiu que esta operação pode contribuir para diminuir o custo da eletricidade.

Montenegro diz que reentrada do Estado na REN pode contribuir para diminuir custos da eletricidade
Montenegro diz que reentrada do Estado na REN pode contribuir para diminuir custos da eletricidade LUIS FORRA/LUSA

Em declarações aos jornalistas após uma reunião na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Oeiras, Luís Montenegro foi questionado sobre a reentrada do Estado no capital da REN, afirmando que "todos os elementos relativos a essa operação serão naturalmente disponibilizados e serão alvo da apreciação e do escrutínio do país e dos partidos políticos".

O chefe do executivo acrescentou, no entanto, que se trata de operações com empresas cotadas "que têm regras próprias e que é preciso seguir para não haver nenhuma distorção no mercado".

"Foi isso que foi feito até o momento e é isso que vai ser feito também daqui em diante", sublinhou.

Luís Montenegro detalhou ainda que o objetivo desta operação é poder "contribuir ainda mais, de forma mais permanente, para a concretização de um sistema cujos investimentos" que permitam que a rede elétrica "mais facilmente à casa das pessoas e também às empresas" com o objetivo de "diminuir efetivamente os custos".

Para isso, acrescentou, é preciso que o país tenha "capacidade produtiva, uma boa distribuição, que o sistema possa integrar, como já integra felizmente em Portugal, a energia elétrica que provém de fontes renováveis" e possa "ter mais autonomia, autonomia estratégica, autonomia em termos de decisão".

O primeiro-ministro afirmou que a conjugação destes fatores a "médio e longo prazo terá um efeito sobre o preço".

"Ninguém diz que é a intervenção na REN que provoca uma alteração de preço, mas é uma das condições para nós podermos proteger o interesse estratégico de termos uma rede mais resiliente, de protegermos as nossas infraestruturas críticas, de fazermos fluir o sistema de maneira a que ele possa ser otimizado e, sendo otimizado, possa refletir-se depois nas condições de acesso", disse ainda.

O líder do Governo considerou que o "país já percebe" a intenção do executivo com esta decisão", mas acrescentou que será feito o devido esclarecimento "para que se motive ainda mais para esta nova dinâmica" num setor que disse ser "fundamental da qualidade de vida das pessoas e da competitividade da economia".

Na sexta-feira, foi comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que a Parpública, sociedade gestora de participações sociais do Estado Português, comprou aos espanhóis da Pontegadea Inversiones uma participação de 13,7% do capital da REN.

A operação está condicionada à concessão de visto do Tribunal de Contas e representa um regresso do Estado português à estrutura acionista da empresa, cujo processo de privatização foi concluído em 2014, durante o Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, com a saída dos restantes 11% que ainda estavam na esfera pública.