Vigilância policial poderá ter incluído escutas ambientais que não teriam sido autorizadas.
O juiz que se preparava para proferir a sentença no caso de uma inspetora que participou na investigação do Football Leaks adiou o veredicto e pediu mais esclarecimentos à Polícia Judicária, avança o jornal Público esta sexta-feira. A ideia do magistrado é tentar perceber se a PJ recorreu a escutas ilegais no âmbito da investigação do processo que tinha o pirata informático Rui Pinto como principal protagonista.
Inspetores da PJ vão voltar a tribunalMEDIALIVRE
O tribunal vai voltar a ouvir vários dos inspetores que investigaram o caso, mas não está previsto que o atual diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, seja chamado. Na altura, o homem que sucedeu Luís Neves nos comandos da PJ liderava uma secção de criminalidade informática da PJ.
Em causa está o encontro, em 2015, entre o advogado Aníbal Pinto, que representava Rui Pinto, e Nélio Lucas e Pedro Henriques, da Doyen, que estariam a ser chantageados, depois de o hacker entrado nos sistemas informáticos de várias entidades, desportivas e não só.
Este encontro terá permitido à PJ chegar à identidade de Rui Pinto mas, segundo a queixa apresentada na PGR, a vigilância policial terá incluído escutas ambientais que não teriam sido autorizadas.
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