Ex-eurodeputado comunista: medalha de Pichardo "não é seguramente 100% portuguesa"

Miguel Viegas, candidato a Aveiro pela CDU, considera que atleta que fugiu de Cuba "caiu aqui de pára-quedas", apesar de garantir que "não há rigorosamente nada contra a imigração".

Depois de Pedro Pichardo ter conquistado a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, conseguindo mais um prémio para Portugal, Miguel Viegas, o candidato pela CDU à Câmara de Aveiro e ex-eurodeputado, reagiu nas redes sociais, dizendo que "esta não é seguramente uma medalha 100% portuguesa". Para contextualizar, Pichardo nasceu em Cuba, chegou a Portugal em 2017 e diz ter noção daquilo que representa para o país comunista que deixou para trás e que proibiu o pai de ser treinador: "Eu saí de Cuba, para eles sou um traidor".

Em relação à sua publicação, Miguel Viegas disse à SÁBADO que "não há rigorosamente nada contra a imigração", sendo, aliás, filho de imigrantes. No entanto, apesar de reconhecer o mérito ao atleta, sublinha que não atribui "o mesmo peso como a qualquer um dos outros medalhados até aqui, seja no judo, ou no triplo salto feminino, ou na canoagem, que são atletas que fizeram a sua formação e que são de facto um produto genuíno daquilo que efetivamente se faz por cá ao nível dos clubes e das federações". 

Miguel Viegas explicou então que o facto de os atletas fazerem a formação em Portugal "tem muito peso" para si. "O outro é um atleta que caiu aqui de pára-quedas, tem naturalmente o seu mérito. Não há aqui nenhuma conotação étnica, racial, de imigração, nada disso", acrescentou. 

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