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E quando um robô ou a IA causarem danos? "Poderemos não ter um responsável"

Cláudia Lima Costa, pioneira da investigação da responsabilidade civil da Inteligência Artificial, indica que os processos judiciais por danos ficarão mais complexos. Apesar de os novos regulamentos europeus darem resposta a várias situações, um processo pode chegar ao fim sem responsáveis. Serão precisas novas soluções e todos terão de estudar: os clientes, as empresas que usam IA, as seguradoras que cobrem os riscos e os juízes e advogados que tratarão da Justiça sobre IA.

Cláudia Lima Costa, 37 anos, é uma pioneira. Estava há cinco anos a exercer como advogada quando intuiu o impacto enorme que a Inteligência Artificial (IA) teria no Direito. Depois de um mestrado - sobre a aplicação de redes neuronais quânticas no mercado financeiro - a sua curiosidade não diminuiu. Pôs a advocacia em pausa e avançou para um doutoramento que mistura Direito e IA, focado numa questão-chave: a responsabilidade civil por danos causados pela IA, seja um robô humanoide num hospital ou modelo de linguagem como o Chat GPT.  

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