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Chega apresenta moção de censura se Luís Neves continuar no Governo

André Ventura considera que o caso atingiu um nível "grotesco" e "inaceitável".

O presidente do Chega admitiu esta sexta-feira que o partido avançará com uma moção de censura ao Governo caso o primeiro-ministro não resolva a situação do ministro da Administração Interna, que considera ter atingido um nível "grotesco" e "inaceitável".

Presidente do Chega, André Ventura
Presidente do Chega, André Ventura PAULO NOVAIS/LUSA

"Se este padrão ético deixar de existir, se nós não tivermos a resolução desta situação, nós juntamo-nos ao apelo que o Presidente da República fez e apresentaremos uma moção de censura na terça-feira, no dia 01 [de setembro], no Parlamento", assegurou André Ventura.

À entrada para uma visita ao Centro Social São João, em S. Martinho do Bispo, no concelho de Coimbra, o líder do Chega sublinhou aos jornalistas que a permanência de Luís Neves no Governo está a comprometer a credibilidade das instituições.

"Repito: o Chega não quer provocar nenhuma crise política. O Chega quer que haja o mínimo de ética nas instituições e quer que esta situação de lodo, de lamaçal, de suspeitas, de crime, de conluios, etc, sejam resolvidas", sustentou.

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