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OE2027: Ministro da Habitação rejeita existência de "fundos abutres" no imobiliário

Lusa 02 de novembro de 2026 às 12:53

Miguel Pinto Luz disse ainda que a atual discussão sobre a habitação está a colocar portugueses contra portugueses, nomeadamente "pequenos aforradores contra inquilinos".

O ministro da Habitação rejeitou esta segunda-feira que existam "fundos abutres" no mercado imobiliário português, afirmando que os fundos imobiliários representam menos de 2% do parque habitacional nacional e se dedicam sobretudo ao comércio e aos serviços.

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Miguel Pinto Luz, que está hoje a ser ouvido no parlamento, em Lisboa, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), respondia à deputada do PCP Paula Santos, que defendeu a tributação de fundos imobiliários.

"Eu sei que para o Partido Comunista Português interessa a narrativa do fundo abutre. Deve estar a pensar que teremos 10, 20, 30, 40, 50, 60% do parque habitacional a pertencer a fundos abutres. Mas pasme-se. São menos de 2%", afirmou.

O governante sublinhou que os fundos imobiliários em Portugal se dedicam "essencialmente ao comércio e aos serviços, onde a legislação do arrendamento lhes permite ter segurança para investirem".

"Os proprietários em Portugal são pequenos aforradores. São aquelas pessoas, famílias que, fruto do seu trabalho, ao longo dos anos, investiram num segundo imóvel, num terceiro para poderem ter um rendimento na sua reforma", apontou.

Miguel Pinto Luz disse ainda que a atual discussão sobre a habitação está a colocar portugueses contra portugueses, nomeadamente "pequenos aforradores contra inquilinos".

"Não vale a pena continuar a dividir", concluiu.

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