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Gouveia e Melo acusa Ventura de desrespeitar Forças Armadas ao usar camuflado militar

Lusa 15 de janeiro de 2026 às 17:44

"O doutor André Aventura nunca foi sequer ao serviço militar obrigatório", criticou o almirante.

O candidato presidencial Gouveia e Melo acusou esta quinta-feira André Ventura de ter "ultrapassado os limites" ao , apontou que o líder do Chega nem sequer fez serviço militar obrigatório e disse que desrespeitou as Forças Armadas.
Gouveia e Melo apresenta candidatura à Presidência em 2026 NOW
Gouveia e Melo falava aos jornalistas após ter estado reunido com membros da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), no Porto, depois de confrontado com o facto de o seu adversário André Ventura ter esta quinta-feira vestido um camuflado militar que lhe tinha sido oferecido por antigos combatentes. "Isso deixa-me mesmo muito mal disposto, porque o doutor André Aventura nunca foi sequer ao serviço militar obrigatório", declarou o almirante. O ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas deixou um aviso ao presidente do Chega: "Deve ter cuidado com os símbolos que usa; os uniformes são para quem usou uniforme e serviu a pátria em uniforme". Para Gouveia e Melo, o ato de André Ventura, constituiu "um desrespeito". "Como militar, não gostei. Digo claramente que há coisas que têm limites. Isso para mim é um limite", acentuou. Perante os jornalistas, Gouveia e Melo também criticou a "tentativa" da Iniciativa de Liberal de dar a ideia de que Cotrim Figueiredo é o candidato presidencial da juventude. "Há ideias que se propagam na comunicação social como se fossem verdadeiras. Tenho muitos jovens na minha candidatura, mas depois há candidaturas que dizem que representam os jovens. Mas onde está a prova de que isso acontece?", perguntou. O almirante observou, depois que, ao longo da sua carreira militar, trabalhou "sempre com gerações mais jovens". "Todos os anos entrava uma geração de 18 a 20 anos nas Forças Armadas, designadamente na Marinha. Sempre com jovens, liguei sempre aos jovens e, portanto, participei sempre nas minhas atividades com jovens", sustentou. A seguir, aumentou o tom das suas críticas: "Uma candidatura que se arroga de representar os jovens? Isso é uma arrogância que me parece completamente despropositada. Eu não me arrogo a representar os mais velhos", acrescentou. Gouveia e Melo foi ainda questionado se esteve com o empresário Mário Ferreira, seu apoiante nesta corrida presidencial e que é o principal acionista da Media Capital, que tem a TVI/CNN. "Fiz um pequeno intervalo para participar no almoço de aniversário de um amigo meu", respondeu. Já sobre a reunião com a ANJE, o candidato presidencial disse defender "uma economia com inovação, que só é possível com jovens empresários que renovem ao longo das diferentes gerações". "O desenvolvimento não se faz só com o Estado, mas, também, com a sociedade civil e com as empresas. É muito importante incentivar estes jovens, dizer-lhes que, se for eleito Presidente, estarei ao lado deles", completou. A seguir, Gouveia e Melo advertiu que é também preciso coesão social. "Quando estamos a comandar um navio, isto em termos simbólicos, e o navio está a progredir, não começamos a atirar pessoas ao mar para que possa progredir um bocadinho mais rápido. O navio progride com as pessoas. E as pessoas fazem parte do navio", completou.
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