Sábado – Pense por si

Miriam Assor
Miriam Assor
11 de setembro de 2021 às 14:55

Jorge Sampaio, o Presidente do Afecto

É protagonista de uma biografia sentida onde cabiam pessoas, todas as pessoas, com particular atenção para os menos protegidos.

A voz, várias vezes, não pôde sair. A emoção travava-lhe a laringe. Ainda assim, nunca se fez silêncio; as frases vinham ao ritmo do soluço e os olhos choviam vermelhos. Não era para inglês ver. Não era. E também não era outra coisa, a coisa que rima com o bonzinho que se emociona por tudo e por nada. Jorge Sampaio convocou eleições antecipadas. Duas vezes. A primeira, em 2002, remonta ao pedido, aliás, à exigência de consequências que dirigiu a António Guterres por este ter tido um resultado tão fraquinho nas autárquicas. A resposta é conhecida: o primeiro-ministro socialista demitiu-se. A segunda vez, sem pântano, e num caso mais bicudo, aconteceu ao terminar a curta (des)governação de Pedro Santana Lopes. Muito embora o governo tenha durado quatro meses, alguns socialistas ficaram irados, como Eduardo Ferro Rodrigues, que abandonou a responsabilidade de secretário-geral do PS. Não gostaram que o Presidente da República tivesse aceitado a troca de Durão Barroso por Santana Lopes. Deixou-os pousar, como se diz. E eles pousaram. O que disse e fez provou-se, adiante, que a sua atitude estava certa.

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