A verdade é que Sintra é agora também do Chega, no mais importante lugar de governação que o Chega tem fora das autarquias que ganhou.
… é no continente, – já havia acordos semelhantes nas regiões autónomas, - o mais grave sinal de uma colaboração política entre os dois partidos. Não estão em causa os votos dos eleitores do Chega e a legitimidade de quem esses votos elegeram. Só que aqui há outra coisa: o acesso ao poder numa das mais importantes autarquias do país, de um partido que não ganhou as eleições e que por via de uma opção de acordo por parte do PSD, passa a ser parte do governo de Sintra. Esse partido é do ponto de vista político e programático incompatível com o PSD, ou já não é? Não adianta ficar muito indignado com os cartazes que há uns meses antes das legislativas acusavam Montenegro de corrupção ou os de agora que dizem que “isto” não é o Bangladesh. A verdade é que Sintra é agora também do Chega, no mais importante lugar de governação que o Chega tem fora das autarquias que ganhou, nenhuma das quais com a população, o tecido urbano, os problemas de pobreza e exclusão e a “imagem” um pouco snobe do seu concelho. A única coisa decente por parte do PSD era retirar o apoio político a Marco Almeida, mas já se sabe que isso não vai acontecer. Até a Iniciativa Liberal se portou a milhas melhor do que o PSD.
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O centrismo tem sido proclamado por diversas personalidades que não têm a mais pálida ideia do que fazer ao país. É uma espécie de prêt-à-porter para gente sem cultura política e, pior que isso, sem convicções ou rumo definido.
Legitimada a sua culpa, estará Sócrates tranquilo para, se for preciso, fugir do país e instalar-se num Emirado (onde poderá ser vizinho de Isabel dos Santos, outra injustiçada foragida) ou no Brasil, onde o amigo Lula é sensível a teses de cabalas judiciais.
Resta saber se a Europa será capaz de unir forças para enfrentar a vacância americana e a ameaça russa. Ou se, pelo contrário, repetirá o erro fatal de 1914, multiplicando também as suas próprias “esferas de influência”.