Jardim-de-infância à beira-mar plantado
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
23 de setembro de 2017

Jardim-de-infância à beira-mar plantado

Em tempos arcaicos, era preciso um contrato de trabalho para ficar entre os gentios. Agora, basta uma promessa de contrato de trabalho, embora eu talvez preferisse uma declaração de amor ao fado e ao bacalhau à Brás por parte do imigrante interessado

Estamos a salvo do terrorismo internacional? Graça Mira Gomes, a indigitada secretária-geral do Sistema de Informações da República, diz que não. Mas acrescentou no parlamento que confia no seu pessoal, não apenas para lidar com eventuais ataques – mas para impedir que Portugal sirva de covil para a preparação de atentados ou fuga de terroristas.
Palavras sensatas. Sensatas e, acrescento eu, perfeitamente compreendidas pelo Governo e seus parceiros, que facilitaram a vida à secretária-geral do SIRP com a lei da imigração vigente. Será preciso relembrar?
Em tempos arcaicos, era preciso um contrato de trabalho para ficar entre os gentios. Agora, basta uma promessa de contrato de trabalho, embora eu talvez preferisse uma declaração de amor ao fado e ao bacalhau à Brás por parte do imigrante interessado.

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