O familismo pode ser desagradável, mas não surpreende. É uma evidência banal. Há muitos anos que é assim. A endogamia é uma invariante estrutural no nosso país, permaneceu sempre viva na sociedade portuguesa em maior ou menor grau
A preponderância de algumas famílias sobre a sociedade portuguesa é óbvia. Não é novidade muito notável. Se recuarmos no tempo, o familismo aparece-nos a cada instante. Vejamos, logo de começo, o caso do saudoso António Almeida Santos, durante o período em que foi Presidente da Assembleia da República (1995-2002): em 1995, a filha foi nomeada, sem concurso e "por urgente conveniência de serviço", assessora principal da carreira de assuntos sociais, culturais e relações parlamentares internacionais do quadro de pessoal da Assembleia da República; em 2001, o filho mais novo de Almeida Santos e a filha de Jorge Monte Cid, chefe de gabinete daquele histórico do PS, juntamente com um assistente do deputado e professor da Faculdade de Direito de Lisboa, Jorge Miranda, foram contratados, entre 400 candidatos, como técnicos superiores parlamentares de 2ª classe da carreira técnica superior parlamentar da área jurídica do quadro de pessoal da Assembleia da República. Na mesma altura, o Diário da República dava conta da nomeação do genro de Almeida Santos para a Alta Autoridade para a Comunicação Social.
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