Sábado – Pense por si

Maria Henrique Espada
Maria Henrique Espada
20 de outubro de 2026 às 23:00

O ativismo violento não serve quem o pratica

Quer a violência antissistema, quer as reações de medo ou cólera que desencadeiam, têm um escape mais óbvio e escancarado do que os fatigados “rostos” de velhos movimentos e os seus 3+1 no Parlamento.

O ativismos político tornou-se quase uma carreira para alguns. Veja-se o caso de Nuno Ramos de Almeida, ex-comunista mas aparentemente em reaproximação longa, e uma vida dedicada às mais variadas causas: foi “um dos rostos” do “Que se lixe e troika”, nos idos de 2012, fez um intervalo compreensível nos tempos da Geringonça, mas não falhou no Vida Justa (desde 2022), nos protestos contra a violência policial no caso Odair Moniz, no “Não nos encostem à parede” (encostou-se cerimonialmente à parede), e agora transmutado "num dos rostos" (perceba que aqui nunca há dirigentes ou responsáveis, apenas “rostos” de movimentos) do “Casa para viver”. Surge um movimento de protesto, inorgânico, é claro, e ele lá esta, diligentemente, com maior ou menor sucesso conforme a dimensão da crise a cavalgar. Mas mesmo este ativismo encartado e clássico já não é o que era.

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