A culpa não é toda do Facebook ou de Mark Zuckerberg. A culpa é nossa, não percebemos nada disto, (ainda) não aprendemos a gerir a nossa presença digital, queremos acreditar que está tudo bem e que isto agora é assim.
…Temos as armas – e com razão – todas apontadas ao universo Facebook, pela forma como cresceu e se transmutou, pelas ramificações e escândalos que lhe estão associados, sobretudo o último, que revela que a rede tem conhecimento do mal que nos faz. Sobretudo, pelo seu impacto e omnipotência, pela forma como conseguiu ser dominante e interferir em quase todos os domínios da nossa vida digital. Podemos estar fora, é um facto, mas também ficamos fora de um contexto que abre muitas portas e nos coloca em contacto com tantos aspectos daquela que também é hoje, a nossa vida: o universo digital. Os engenheiros ao serviço do monopólio Zuckerberguiano rapidamente perceberam que precisavam fechar portas, erguer portões e murar este contexto, forçando quem não faz parte e quer espreitar a ter de entrar. Ver uma página de Facebook sem ter dados de acesso é como olhar a montra de uma loja de porta fechada, tentar ver um perfil de instagram sem termos o nosso perfil activo tem o mesmo resultado. Ao fim de duas espreitadelas acaba-se o voyeurismo e precisamos introduzir as nossas credenciais de acesso. Se eu gosto? Não. Se eu compreendo? Sim.
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