Flash de André
André, ou Andrew, ainda há pouco príncipe, agora um Zé ninguém com face vermelha de tresandar a tudo, menos a Chanel ou lavanda, não acreditava que o anzol, um dia, seria, sequer, capaz de acertar na sua sombra.
Cara de quem se perdeu no esterco. Como alguém que foi passado a ferro pelo Inter-cidades e anda aos papéis para ver de onde vem a pancada. Em choque, estava e ainda deve estar, nesse estado. O irmão do rei da Inglaterra afundado no banco de trás do carro, com os dedos das mãos roídos entrelaçados, cuja cor faz pandã com os estofos: branco sibérico.. Os olhos são dois gorazes de quinze dias de rede presos ao medo e ao início da vergonha, vergonha não pelo que terá feito, e fez, mas por ter sido descoberto, por sabermos.
Há emails e documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, que comprometem a criatura, como, por exemplo, passar informações governamentais confidenciais a Epstein enquanto era enviado comercial do Reino Unido, entre 2001–2011. Solto e sob investigação, o sono do filho preferido da rainha Isabel II vai necessitar de gin tónico extra, aí vai, vai ; a apuração tem condições de conduzir a alta velocidade a processos se provas suficientes forem reunidas.
O mano king, em Outubro de 2025, retirou-lhe oficialmente os títulos. Demasiadas controvérsias. O Rei Carlos III quis salvar a monarquia e a chuva de milhares de libras que a coroa recebe do estado. André, ou Andrew, ainda há pouco príncipe, agora um Zé ninguém com face vermelha de tresandar a tudo, menos a Chanel ou lavanda, não acreditava que o anzol, um dia, seria, sequer, capaz de acertar na sua sombra. Amigo do peito do pedofilio traficante de menores, Jeffrey Epstein, quis negar a amizade e ligações com a teia criminosa numa entrevista à BBC. A tentativa de maquilhar a reputação enterrou-o acima de sete palmos abaixo da terra da pouca-vergonha. Para seguir o enterro quase final, pagou com dinheiro que não vem de um verbo que conheça : trabalhar , cerca de 10 milhões de dólares num acordo civil, sem admitir culpa, a uma das alegadas vítimas de criminoso Epstein.
O flash de Phil Noble apanhou todo o corredor de horror. O fotojornalista da Reuters, nascido na mesma cidade onde os Beatles criaram asas, e voaram mais que aviões, esperou horas nas imediações da esquadra da polícia de Avisham. Na nona hora, quando os polícias mandaram para casa o homem que se julgava o maior da festa, tirou seis fotos. Uma delas é um irrepetível texto vivo na imagem obra-prima que radiografa não unicamente o semblante apalermado de Andrew Mountbatten-Windsor, como traduz, decifra, a sua desgraçada alma órfã de decência.
Flash de André
André, ou Andrew, ainda há pouco príncipe, agora um Zé ninguém com face vermelha de tresandar a tudo, menos a Chanel ou lavanda, não acreditava que o anzol, um dia, seria, sequer, capaz de acertar na sua sombra.
Felicitações Inaceitáveis
Não somos o seu espelho, não. Pezeshkian após ordenar a morte dos manifestantes, apertado pelo vento Trump, lamentou o clima de protestos. É este tipo de estrume que recebeu as 'congratulations' de Guterres.
Vitória Seguramente Só de Seguro
Aconteceu o que António Costa, o mesmo Antoninho que faz dez anos afastou-o da liderança do PS à moda Paleolítica, jamais previu: António José Seguro é Presidente da República.
Farinha do mesmo saco
Israel é um país democrático. No reino do Aiatolá, a garantia resume-se à execução. Ides para lá de barquinho e depois digam como é o além.
Da Independência à Dependência
A Marques Mendes falta-lhe a franqueza: é social-democrata, apoiado pelo governo social-democrata, o que não invalida que será, aliás, seria, o presidente de todos os portugueses.
Edições do Dia
Boas leituras!