A arte nada subtil de dizer “foi-se o campeonato”
Luís Aguilar
04 de janeiro de 2019

A arte nada subtil de dizer “foi-se o campeonato”

"Bruno Lage entra para assumir os comandos da equipa enquanto Vieira não consegue um sucessor. Pelo meio disto, há um mercado de transferências com vista a colocar muitos dos reforços não utilizados e contratar mais alguns. Tudo isto feito ainda sem o novo técnico. Uma confusão pegada."

Voltemos a 27 de Novembro do ano passado. Luís Filipe Viera diz que viu uma luz. Só pode ter sido de uma lanterna com pilha fraca ou de uma vela que estava perto do vento. Bastou a primeira intempérie mais forte para Rui Vitória ter o final anunciado desde a goleada sofrida frente ao Bayern. Não foi em Munique, foi em Portimão.

É verdade que o descalabro foi antecedido por sete vitórias consecutivas e um empate que serviu para colocar as águias na próxima fase da Taça da Liga. E também é verdade que pelo meio houve a capacidade de alcançar um resultado histórico com o Braga. Mas tirando esse 6-2, com tanto de merecido como de atípico, os encarnados ganharam muitos dos outros encontros da mesma forma que poderiam ter empatado ou perdido. Não foram triunfos resultantes de qualidade colectiva, mas sim de rasgos individuais que deram para adiar a saída do técnico e encobrir a grande realidade deste Benfica: o futebol é medíocre tendo em conta a qualidade do plantel e o investimento realizado.

Em vez da #reconquista ficou apenas um espírito #derrotista por manter um treinador que deu muito ao Benfica num passado recente, mas que parecia já não ter capacidade de passar a mensagem aos jogadores. Agora são sete pontos de atraso para o líder FC Porto e o quarto lugar do campeonato. A recuperação não é impossível, mas é muito improvável.  E a mudança vem na pior altura possível.

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