Portugal Acima de Tudo: O Tempo da Estabilidade
A Constituição confere ao Presidente da República um papel essencial de garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Esse papel torna-se ainda mais relevante em tempos em que o país procura estabilidade e confiança.
A tomada de posse de um novo Presidente da República é sempre mais do que uma cerimónia. É um momento simbólico da nossa democracia e um ponto de partida para um novo ciclo político.
Depois de um período eleitoral intenso, marcado por debates, confrontos políticos e escolhas decisivas, os portugueses esperam agora aquilo que qualquer democracia madura precisa de garantir: estabilidade, responsabilidade e capacidade de governar.
O país precisa de virar a página do ciclo eleitoral. A democracia vive do confronto de ideias, mas também precisa de momentos de convergência institucional. Sem estabilidade política, nenhum país consegue planear o futuro, atrair investimento ou garantir confiança aos cidadãos.
A eleição do novo Presidente da República é recebida, por muitos portugueses, com a expectativa de que se abra um período de maior previsibilidade política. Não significa ausência de debate, nem uniformidade de pensamento. Significa algo mais simples e mais importante: instituições que funcionam, dialogam e cooperam.
A Constituição confere ao Presidente da República um papel essencial de garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Esse papel torna-se ainda mais relevante em tempos em que o país procura estabilidade e confiança.
É por isso fundamental que exista uma relação de cooperação institucional leal entre a Presidência da República e o Governo. Cooperação não significa abdicar de diferenças políticas nem reduzir o papel de fiscalização. Significa colocar o interesse nacional acima das disputas conjunturais.
Portugal enfrenta desafios exigentes. O crescimento económico, a modernização do Estado, a qualidade dos serviços públicos, a justiça social e a criação de oportunidades para os mais jovens exigem estabilidade política e sentido de responsabilidade.
Os portugueses esperam que os órgãos de soberania estejam à altura desse desafio. Esperam serenidade, maturidade democrática e capacidade de diálogo. Divergências existirão sempre, fazem parte da democracia. Mas o país não pode ficar refém de conflitos institucionais permanentes.
Mais do que nunca, é necessário recordar aquilo que deve orientar a ação política: Portugal e os portugueses acima de tudo.
A estabilidade política não é um objetivo em si mesmo. É uma condição essencial para criar prosperidade, reforçar a confiança e garantir maior justiça social.
A nova etapa que agora começa deve ser encarada como uma oportunidade. Uma oportunidade para reforçar a confiança nas instituições, consolidar a cooperação entre os órgãos de soberania e dar ao país a previsibilidade que os cidadãos e a economia precisam.
Porque, no fim de contas, é isso que se espera das instituições democráticas: que saibam colocar o país acima de tudo e trabalhar em conjunto pelo futuro de Portugal.
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A Constituição confere ao Presidente da República um papel essencial de garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Esse papel torna-se ainda mais relevante em tempos em que o país procura estabilidade e confiança.
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