Guerra chega à informação
A diretora da SÁBADO conta o drama dos refugiados que fogem da Ucrânia (e como foi “quase presa” em Lviv). Os efeitos da guerra também já se fazem sentir em Portugal, com muitas pessoas a dormir mal, ansiosas e a chorar ao ver as imagens de destruição.
A diretora daSÁBADOesteve em reportagem em Lviv. A cidade ucraniana, perto da fronteira com a Polónia, ainda não foi alvo das bombas russas, mas já se nota grande tensão, com as autoridades a vigiar todos os estrangeiros, incluindo os jornalistas. Sandra Felgueiras conta que foi "quase presa" junto à reserva militar, o local onde se registam os civis que vão combater: "Tive de apagar as fotos e vídeos que fiz na zona, porque consideram que essa informação pode cair nas mãos dos serviços secretos russos, e receia-se que surjam ataques a zonas onde há civis a alistarem-se. Acreditam que a guerra vai durar, no mínimo, seis meses."
A guerra já afeta os portugueses
Com a guerra sem fim à vista, a SÁBADO dedica mais de 30 páginas ao conflito. O jornalista João Carlos Barradas traça o perfil do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visto como um herói no Ocidente; os repórteres Raquel Lito e Marco Alves foram descobrir a vida dos russos em Portugal (os investimentos, os locais preferidos); e a subeditora Vanda Marques entrevistou a cientista política Gulnaz Sharafutdinova. A professora russa, a viver fora do país há mais de 20 anos (nos EUA e Inglaterra), passa as férias de verão na Rússia. A sua família admira Putin, mas ela considera que o Presidente e as elites que o apoiam têm de ser julgadas, tal como aconteceu com os nazis em Nuremberga.
A guerra na Ucrânia acontece a mais de 3 mil km de Portugal, mas nem por isso os portugueses estão descansados. Como constatou Sónia Bento, muitos não conseguem desligar daquela realidade e veem de forma compulsiva tudo o que se passa na TV ou no telemóvel. A jornalista revela as histórias de seis pessoas: há quem ande demasiado ansioso, quem durma mal e quem chore a ver as imagens. Alguns tentam combater a angústia tornando-se pró-ativos e envolvendo-se em campanhas de ajuda aos refugiados.
A vida faustosa de Boaventura
A declaração de insolvência, em 2014, não travou a exibição pública de uma vida faustosa de César Boaventura. Só entre janeiro e junho de 2020, o agente de futebolistas registou 61 mil euros no portal e-Fatura com a aquisição de bens, alguns dos quais revelados nas suas redes sociais. Este e outros pormenores levaram a Polícia Judiciária e a Autoridade Tributária a investigarem o empresário, com ligações a Luís Filipe Vieira e ao Benfica. O grande repórter Carlos Rodrigues Lima conta os pormenores da Operação Malapata, que em dezembro de 2021 conduziu Boaventura à prisão domiciliária.
Passeios e corridas para todos
As muitas caminhadas obrigaram a vestir casacos improvisados para enfrentar o frio; houve uma espera - de poucos minutos - pela nova roupa de Teresinha Landeiro; e muitas dúvidas nas datas do caso Sócrates, o processo mais importante da democracia portuguesa
A fuga da família real para o Brasil
A impressionante operação foi concretizada em três dias e permitiu levar a família real e a corte para o Brasil (no total, nos mais de 40 navios seguiram 15 mil pessoas), para escapar às tropas de Napoleão. E ainda: como ganhar dinheiro com o seu prédio; a primeira reserva natural privada; e um futebolista com uma vida frenética
Os ratos que ajudam a tratar a dor
As novas terapias para a dor crónica puseram uma jornalista da SÁBADO a mexer em animais; no café de Joana Mortágua houve opositores políticos a brindar ao seu sucesso; e o cheiro da Lisboa romana pode fazer lembrar peixe em mau estado.
Os novos herdeiros
Como é preparada a sucessão nas maiores empresas do País? E ainda: os riscos do TikTok para crianças e adolescentes; aprender a sobreviver em situações de catástrofe.
O negócio que abalou o Benfica
A saída de Luís Mendes da vice-presidência do Benfica, em 2024, deveu-se a um negócio imobiliário de Rui Costa? E ainda: o apagão foi há um ano, mas continua (quase) tudo na mesma; realizar os últimos desejos aos doentes; nos bastidores do Oceanário.