Bastidores: Quebrar o silêncio
Damos voz a um grupo de mulheres que denuncia as situações de assédio de que foi alvo e pedimos às leitoras que partilhem connosco a sua história. Para denunciar comportamentos inaceitáveis e impedir que as nossas filhas passem pelo mesmo.
A esmagadora maioria das mulheres com quem as jornalistas Lucília Galha e Vanda Marques falaram ao longo da última semana sobre as situações de assédio de que foram alvo recusou fazê-lo por receio. De serem prejudicadas, julgadas, criticadas. De se tornarem alvo de comentários que as fariam arrepender-se de dar o seu testemunho. Algumas começaram até por aceitar contar a sua história, mas após alguma reflexão – ou consultarem a família – voltaram atrás e cancelaram a sessão fotográfica agendada por receio das consequências. O País é pequeno – e o risco que se corre demasiado grande.
Esse será um dos motivos por que o movimento Me Too tarda a chegar a Portugal na mesma dimensão de outros países. É também por isso que os casos de figuras públicas – como Sofia Arruda, na SIC, ou Carolina Deslandes, na última edição daSÁBADO– que assumiram publicamente ter sido alvo de assédio são raros e louváveis. Pela coragem e pelo que representam.
Todavia, a denúncia de casos isolados não é suficiente. O que aSÁBADOtentou fazer nesta edição foi dar a dezenas de mulheres a possibilidade de quebrar o silêncio no conforto de um grupo. E o que pedimos agora às nossas leitoras é que se juntem às corajosas mulheres que aceitaram dar o seu testemunho nas páginas da revista que tem em mãos e nos envie a sua própria história acompanhada de uma fotografia como as que publicamos. Pode fazê-lo através do email investigacao@sabado.cofina.pt ou das redes sociais daSÁBADO. Porque só através da denúncia podemos mudar comportamentos inaceitáveis – e impedir que as nossas filhas passem pelo mesmo.
Uma trufa no lixo
Para assinalar o dia da mãe, os jornalistas Filipa Teixeira e Markus Almeida desafiaram cincochefsa preparar uma refeição para as respetivas progenitoras. Mas para além de partilharem histórias sobre os seus filhos, elas também quiseram participar na confeção. No caso de Ricardo Costa, chef do restaurante do hotel Yeatman, no Porto, que tem duas estrelas Michelin, o prato escolhido foi uma chanfana de rabo de boi em forno a lenha, que tinha um ingrediente secreto. E quando chegou a hora de o colocar, o chef não o encontrava. "Mãezinha, não havia uma coisa em cima do balcão?", perguntou-lhe. O olhar de Júlia Silva para o lixo denunciou-a. "Oh, mãe, isto é uma trufa!", disse Ricardo Costa enquanto a retirava. Já ela, soltou um "eu sabia lá", meio a rir.
Boa semana – e feliz dia para todas as mães.
O cunhado milionário
Os negócios suspeitos do cunhado do ministro Leitão Amaro em Angola. E ainda: tempestade condiciona campanha Presidencial; entrevista ao músico Jorge Fernando; as vítimas dos abusos sexuais da Igreja.
D. João II, o maquiavélico
D. João II foi o rei que abriu a porta para as grandes descobertas e conquistas, casos da Índia e do Brasil, e cujos louros o seu sucessor, D. Manuel I, iria recolher. E ainda: quando pais e filhos sofrem de hiperatividade e défice de atenção: reportagem nas obras do teatro S. Carlos.
Os suplementos alimentares
Há em Portugal pelo menos 12 mil suplementos alimentares – mas devem ser mais, porque muitos chegam ao mercado sem controlo. E ainda: reportagem no centro de controlo de receitas; entrevista ao ator Mateus Solano.
Condomínios de luxo
O boom das casas de megaluxo – há moradias que ciustam mais de 12 milhões de euros. E ainda: as mulheres dos candidatos presidenciais; os novos modelos de ensino alternativo
Cuidar do coração
Sabia que 80% dos casos de doenças cardiovasculares podiam ser evitados ou pelo menos adiados uma década? E ainda: a história do empresário António Quaresma; a moda dos microcasamentos.
Edições do Dia
Boas leituras!