Bastidores: Meu caro Salazar
Contamos a história da relação entre Filipa de Bragança e António Oliveira Salazar, revelamos as ligações socialistas no ISCTE e damos rostos a alguns dos muitos negócios que encerraram durante a pandemia
Quando há alguns meses esteve na Torre do Tombo a consultar a correspondência particular de António Oliveira Salazar, para o artigo que fez a capa da edição de 18 de novembro sobre "A rede de cunhas e favores de Oliveira Salazar", o repórter Marco Alves reparou na pasta de Filipa de Bragança, tia de D. Duarte Pio. Saltou-lhe à vista, sobretudo, o tom das suas palavras que revelavam uma proximidade e uma intimidade surpreendentes. Ao longo das semanas seguintes o jornalista falou com historiadores e familiares para tentar perceber o que se passou entre os dois já que após a morte do ditador, em julho de 1970, Filipa de Bragança terá tentado reaver as cartas que lhe enviou durante anos.
Um mundo opaco
Ao longo dos últimos oito meses, o jornalista Bruno Faria Lopes já publicou vários trabalhos sobre o universo pouco escrutinado das universidades portugueses. Esta semana volta ao assunto para revelar o circuito fechado e as ligações cruzadas entre o ISCTE, a reitora Maria de Lurdes Rodrigues e várias pessoas na órbita do Partido Socialista.
Portas fechadas
Basta um simples passeio pelas ruas das cidades portuguesas para se perceber as consequências económicas do confinamento: lojas outrora cheias de produtos e clientes estão vazias e encerradas. Por trás de cada uma delas há um empresário, um rosto. Mas com tudo fechado, o jornalista Marco Alves teve de recorrer às associações, confederações e redes sociais para encontrar aqueles que, como Adelaide Monteiro, cujo antiquário não resistiu a mais um confinamento, aceitaram contar a sua história.
Amor virtual (e falso)
Enquanto participava num jantar digital de aniversário, a editora Ângela Marques resolveu anunciar que andava a receber mensagens amorosas de Cláudia Vieira. Depois mostrou-as. Entre a confusão e o espanto de quem a ouvia lá explicou que na verdade se tinha inscrito na peça de teatro audiovisual "Amor de Quarentena" em que quatro atores à escolha enviavam mensagens amorosas como se de um namoro antigo se tratasse. Pode ler como correu a experiência a partir da pág. 64.
Boa semana.
Movimentos católicos conservadores
Estão a crescer e a ganhar influência, até a nível político, funcionando com códigos e liturgia própria. E ainda: deixar de ser vegetariano por razões de saúde; a bióloga que quer salvar as cobras.
Ciência consegue prevenir doenças
Mais do que tratar, o futuro da saúde passa por evitar os problemas, com a sequenciação genética a ser decisiva. E ainda: reportagem na Ucrânia debaixo de fogo; António Muchaxo conta as histórias de um restaurante especial.
A saga dos judeus na II Guerra
Escaparam à perseguição nazi e encontraram refúgio em Portugal, embora Salazar se mostrasse desagradado com alguns costumes. E ainda: entrevista ao líder dos tarefeiros e a "pregação" de Gustavo Santos.
Uma viagem pelas ilhas espanholas
Um percurso de navio que quase acabou mais cedo - os jornalistas distraíram-se a fotografar uma praia; o atribulado regresso ao bairro do Talude; e as entrevistas interrompidas por colecionadores de cromos do Mundial
A esquadra dos horrores
Os depoimentos das vítimas e os vídeos que mostram a tortura na esquadra do Rato, em Lisboa. E ainda: entrevistas a Moita Flores (tem novo livro) e Marisa Liz (novo disco) e os seguros para cães e gatos.