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Zelensky pede ao parlamento da Ucrânia que aprove reformas para desbloquear verbas da UE

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São 30 mil milhões de euros destinados a colmatar o atual défice nas despesas com a defesa.

O Presidente da Ucrânia pediu este domingo ao Parlamento ucraniano que aprove as reformas internas indispensáveis para receber os 30 mil milhões de euros em fundos europeus destinados a colmatar o atual défice nas despesas com a defesa.

Volodymyr Zelensky
Volodymyr Zelensky AP Photo/Alex Brandon

Trata-se de um enorme problema de financiamento que representa, juntamente com a falta de mísseis balísticos, "o grande desafio" que o país enfrenta neste momento na sua guerra contra a Rússia, afirmou Volodymir Zelensky.

Bruxelas mantém o objetivo de mobilizar este ano um total de 28.300 milhões para reforçar a capacidade industrial militar da Ucrânia, no âmbito do empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros aprovado para apoiar o país face à invasão russa e responder às suas "necessidades militares urgentes".

O problema reside no facto de uma comissão do Parlamento ucraniano ter bloqueado cinco projetos de lei destinados a reforçar a luta do país contra a corrupção, uma das condições indispensáveis para receber o empréstimo.

"Aqui é essencial que o Parlamento funcione, e refiro-me a todo o Parlamento, incluindo a oposição, porque nem o Governo nem a oposição dispõem dos 30 mil milhões necessários para defender este país", explicou Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais.

Na mesma mensagem, o Presidente admitiu a existência de um défice orçamental no Ministério da Defesa depois de ter sido aprovado, no início do ano, o pagamento de salários de guerra, indemnizações às famílias e a aceleração a produção de drones e outras necessidades, e que é necessário complementar no segundo semestre de 2026.

O Presidente da Ucrânia estimou que, do montante que espera receber, entre 8 e 10 mil milhões serão destinados a "um início normal do próximo ano, porque este dinheiro é efetivamente necessário antecipadamente, para fornecer armas e tudo o que for necessário até janeiro de 2027".

Já os restantes 20.000 milhões serão dedicados às famílias e aos pagamentos aos soldados, explicou.

"Precisamos de muito dinheiro", admitiu Zelensky, que disse já estar a trabalhar para "antecipar a segunda parte dos fundos europeus atribuídos à Ucrânia, uma tarefa extremamente difícil".

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