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Mais de 600 estudantes manifestaram-se contra a supremacia branca nos EUA

12 de agosto de 2018 às 08:17
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No dia 13 de Julho do ano passado, pelo menos três pessoas morreram no âmbito de um encontro de grupos de extrema-direita.

Mais de 600 activistas e estudantes manifestaram-se este sábado, em Charlottesville, contra o racismo e a supremacia branca, um ano depois de uma marcha de extrema-direita ter causado três mortos naquela cidade.

"Nós dizemos 'basta' ao racismo. O apoio aos movimentos supremacistas brancos continua. Temos de continuar a reunir-nos e a lutar contra este flagelo", disse à Efe um das estudantes organizadores da manifestação, na Universidade da Virginia.

A manifestação estava programada no campus Charlottesville, em honra ao antigo Presidente norte-americano Thomas Jefferson (1801-1809), palco no ano passado de um encontro de grupos de extrema-direita.

No entanto, as autoridades cercaram o local e instalaram um robusto sistema de segurança para controlar a entrada de pessoa, motivando os estudantes a escolherem outro palco para os protestos.

"Decidimos mudar o local, não era seguro para nós ou para a nossa comunidade, teria sido uma traição aos nossos ideais. Queriam-nos encerrados numa jaula, mas isso não vai acontecer", disse o mesmo estudante à Efe.

Assim, mais de 600 pessoas, de acordo com as estimativas dos organizadores, marcharam pelo campus da Universidade empunhando cartazes com mensagens contra a supremacia branca.

No dia 13 de Julho do ano passado, pelo menos três pessoas morreram no âmbito de um encontro de grupos de extrema-direita em Charlottesville, no estado norte-americano de Virgínia, segundo fontes oficiais.

Uma pessoa morreu quando um carro atingiu um grupo de pessoas que, segundo testemunhas, se manifestavam contra o encontro de extrema direita. Os outros dois mortos foram o piloto e o passageiro de um helicóptero que se despenhou nos arredores de Charlottesville, disse à época o governador do estado, Terry McAuliffe.