Sábado – Pense por si

PASSATEMPOS

Descubra os novos desafios da SÁBADO

JOGAR ›

Macron nega que CIA tenha alertado para possível ataque russo com drones na Europa

As mais lidas

"Podemos desmentir esta informação, a CIA não enviou este aviso", frisou Macron numa entrevista conjunta às televisões TF1 e France 2.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, negou hoje que a CIA tenha transmitido informações sobre um possível ataque de drones russos contra a Europa, embora tenha considerado possível que a França seja alvo de uma tentativa de ataque.

Macron desmente informações da CIA sobre possível ataque russo na Europa
Macron desmente informações da CIA sobre possível ataque russo na Europa Thomas Samson / AP

"Podemos desmentir esta informação, a CIA não enviou este aviso", frisou Macron numa entrevista conjunta às televisões TF1 e France 2.

Mas Macron considerou hoje possível que a França seja alvo de uma tentativa de ataque com um drone carregado de explosivos, semelhante ao que ocorreu recentemente no aeroporto de Leipzig, que a Alemanha atribuiu à Rússia.

A França ainda não sofreu ataques deste tipo, "mas quando me perguntam 'isso pode acontecer? ', a minha resposta é sim", referiu o chefe de Estado francês na entrevista, acrescentando que a Rússia considera que "a Europa é a profundidade estratégica da Ucrânia".

O jornal espanhol El Mundo noticiou hoje que os Estados Unidos terão partilhado informações com vários governos europeus sobre eventuais ataques com drones que a Rússia estaria a preparar contra Espanha, França ou Itália.

As aeronaves não tripuladas seriam lançadas do mar a partir de navios mercantes, disse ao jornal uma fonte próxima do Ministério da Defesa da Lituânia, sob a condição de não ser identificada.

Os três eventuais alvos realizam eleições em 2027 e a Rússia poderá querer explorar a seu favor a participação de forças políticas radicais, justificaram analistas.

A Rússia considera que o fornecimento de armamento, dados de inteligência e assessores militares à Ucrânia transforma os países ocidentais em participantes do conflito e alvos legítimos.

O El Mundo noticiou também que informações sobre os planos russos circulam nas capitais europeias desde a viagem do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscovo, em 25 de agosto, na qual advertiu a Rússia contra provocações à NATO.

Ainda na entrevista de hoje, o governante francês considerou também "um cenário credível" uma nova mobilização russa de 300 mil homens para a guerra contra a Ucrânia.

"O sinal que a Rússia está a enviar hoje é: estamos prontos para fazer ainda mais sacrifícios para tomar todo o Donbass", acrescentou Macron na mesma entrevista.

Macron sublinhou ainda que, desde a invasão da Ucrânia, esta guerra já custou à Rússia "1,2 milhões de homens", entre feridos e mortos.

O Presidente francês anunciou ainda o envio de "meios militares" para proteger o complexo de Yanbu, um elo estratégico da rede de instalações energéticas da Arábia Saudita.

"Esta é a discussão que finalizámos com os sauditas. Vamos enviar meios militares, ou seja, soldados, radares e sistemas de defesa, para proteger este local, não para nos envolvermos em qualquer conflito, mas para proteger este local", frisou, justificando a decisão com o objetivo de promover a estabilização dos mercados petrolíferos.

Principal terminal saudita de exportação de petróleo bruto no mar Vermelho, esta instalação desempenhou um papel crucial durante os conflitos no Médio Oriente, permitindo à Arábia Saudita contornar o estreito de Ormuz para exportar o seu petróleo.