Os meios de comunicação já solicitaram uma audiência imediata para que o assunto seja resolvido.
Um juiz federal ordenou que seja restabelecido o acesso dos meios de comunicação à Casa Branca, depois de Donald Trump ter ditado a proibição de acesso aos jornalistas da CNN, MS NOW e Politico. Ainda assim poucas horas depois da decisão os três meios de comunicação avançaram que ainda se encontravam impedidos de aceder.
Vaughn Hillyard, correspondente da MS NOW na Casa BrancaAP Photo/Mark Schiefelbein
No seguimento os meios de comunicação solicitaram uma audiência imediata para que o assunto seja resolvido.
O juiz Timothy Kelly ordenou à casa Branca que "devolvesse, restabelecesse e restaurasse imediatamente" o acesso, na quarta-feira, uma vez que os meios de comunicação tinham cumprido todos os requisitos legais e que conseguiriam cumprir o prazo de 14 dias para demonstrar que as suas credenciais foram revogadas sem razão. A decisão foi tomada depois de uma audiência de emergência na quarta-feira.
O juiz também deixou claro que não aceita o argumento do governo de que as reportagens colocavam em risco a segurança nacional e reforçou que esse não foi o primeiro argumento utilizado por Trump.
A polémica começou na semana passada quando, sexta-feira, Trump anunciou que os três meios de comunicação iriam ser proibidos de aceder à sua residência oficial por divulgarem "notícias falsas". Mais tarde chegou a referir que as suas reportagens representavam um risco à segurança nacional.
Os meios de comunicação fizeram entrar uma ação conjunta no tribunal onde defendem que a proibição é uma violação flagrante da Primeira Emenda e, no seguimento, outros meios de comunicação norte-americanos - incluindo a FOX News que é vista como sendo próxima do presidente - decidiu suspender a presença em eventos do presidente.
A Casa Branca ainda não comentou a manutenção do bloqueio aos jornalistas.
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