Numa publicação na rede social X, Telavive tece críticas à decisão de atribuir o Nobel da Paz a Navi Pillay, dizendo que foi "politcamente motivada". A vencedora foi líder da comissão da ONU que acusou Israel de genocídio na Faixa de Gaza.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel criticou a vencedora do Nobel da Paz 2026, esta sexta-feira, dia 9 de outubro, através de um comunicado na rede social X.
Navi Pillay venceu o prémio Nobel da Paz 2026Daniel Karmann/dpa via AP
"Se houvesse um prémio para mentiras, ódio (...), Navi Pillay não seria apenas uma candidata. Ela seria a vencedora", pode-se ler na publicação a criticar a sul-africana. "O seu papel na demonização implacável e politicamente motivada de Israel e a promoção do genoLIE fala mais alto", acrescenta a tutela.
If there were an award for lies, hatred, and blood libels, Navi Pillay wouldn’t just be a contender. She’d be a frontrunner.
Her role in the relentless, politically motivated demonization of Israel and promotion of the genoLIE speaks volumes.
Awarding Pillay the Nobel Peace Prize isn’t a recognition of justice. It’s the grotesque weaponization of an award to legitimize anti-Israel hatred and prejudice.
Now that the Nobel commission has rewarded the biggest lie of the 21st century, Joseph Goebbels is certainly applauding from hell.
Israel diz ainda que "agora que o comité do Nobel premiou a maior mentira do século XXI, Joseph Goebbels [antigo chefe de propaganda e um dos seguidores mais próximos de Hitler] está certamente a aplaudir do inferno".
De notar que Pillay foi alta comissária da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, entre 2008 e 2014. Mais recentemente, foi líder numa comissão da responsável por investigar violações de direitos humanos em Israel e nos territórios palestinianos.
Ao apresentar o prémio Nobel, o presidente do comité norueguês, Jørgen WatneFrydnes, disse que "num momento em que o número de guerras e conflitos está a aumentar e em que os juízes e as instituições de direito internacional estão sob ataque político, o Comité Nobel deseja lembrar que a capacidade de resolver conflitos sem força ou violência depende do Estado de Direito internacional."
Navi Pillay nasceu sob o regime de segregação racial na África do Sul, foi uma das primeiras mulheres com ascendência indiana a exercer advocacia no país e recebeu maior destaque enquanto defensora dos ativistas anti-apartheid.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.