São já 50 os mortos no acidente de comboios em Toledo
Um erro humano terá sido a causa do acidente ferroviário, aponta o governo espanhol.
Pelo menos 50 pessoas morreram e 179 ficaram feridas numa colisão entre dois comboios entre as localidades de Los Yébenes e Urda, em Toledo, Espanha, esta quarta-feira, avança o jornal El Español, segundo informações dos serviços de emergência de Castilla-La Mancha e da Proteção Civil local. À SÁBADO, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português afirmou que "ainda não existe informação sobre a presença de portugueses no acidente ocorrido" e informou que está "em contacto com a rede local". "A informação encontra-se em atualização", conclui.
A circulação de comboios de alta velocidade entre Madrid e a Andaluzia foi interrompida.
O acidente ocorreu pouco depois das 9h00, quando um comboio AVE da Renfe, que tinha partido de Madrid às 8h00 com destino a Sevilha, colidiu com um comboio da Iryo que circulava em sentido contrário. Num dos comboios seguiam 156 pessoas e no outro 397.
Para o local foram mobilizados os bombeiros dos quartéis de Alcázar de San Juan e Orgaz, equipas da Proteção Civil de diversas cidades vizinhas e três helicópteros de resgate aéreo.
"Um erro humano cometido por um operador da Adif [Administrador de Infraestruturas Ferroviárias] durante uma falha no sistema de sinalização principal é a causa provável do acidente", indicam fontes governamentais.
Segundo o El País, terá havido uma flaha no sistema de segurança que resultou na retenção de um ou mais comboios na zona. Posteriormente, um funcionário do centro de controlo de Atocha, após estas primeiras avaliações, ordenou ao comboio da Renfe que continuasse a monitorizar a situação, pois a composição do Iryo estava a bloquear a passagem. Finalmente, o impacto do comboio da Renfe com o Iryo, a uma velocidade indeterminada, provocou o acidente.
O porta-voz do Sindicato Ferroviário, Rafael Escudero, disse que o acidente com dois comboios em Toledo foi "muito estranho". Numa entrevista à Antena 3, citada pelo El País, Escudero explicou que o tráfego ferroviário é monitorizado em tempo real e que cada comboio também possui informações sobre as condições da via, para parar caso exista algum obstáculo.
Reações
Entretanto, Luís Montenegro deixou uma mensagem nas redes sociais onde expressou "condolências e profunda solidariedade às famílias das vítimas do grave acidente ferroviário em Toledo", em nome do Governo e do povo de Portugal.
"Deixo aos espanhóis, às suas autoridades e a todas as equipas a trabalhar nas operações a nossa disponibilidade para o que for necessário e o desejo de uma rápida recuperação aos feridos e a todos aqueles que foram afetados por esta tragédia", acrescentou o primeiro-ministro português.
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, também deixou uma mensagem de "solidariedade". "Nesta hora difícil, manifestamos a solidariedade do povo e do governo português com todo o povo espanhol."
Os presidentes do Conselho Europeu, António Costa, da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, também manifestaram pesar pelo sucedido em Toledo.
“Recebo com profunda consternação as notícias do trágico acidente ferroviário ocorrido em Toledo. As minhas mais sinceras condolências aos familiares e entes queridos das vítimas mortais”, escreveu António Costa numa publicação nas redes sociais. “Toda a minha solidariedade para com os feridos, a quem desejo uma rápida recuperação”, acrescentou, agradecendo às equipas de emergência que trabalham para prestar assistência às pessoas afetadas. "Todo o meu apoio ao povo espanhol nestas horas de dor”, adiantou.
Também através das redes sociais, Ursula von der Leyen lamentou a “devastadora notícia da colisão entre dois comboios de alta velocidade em Toledo”. “O meu coração está com as famílias e os entes queridos das vítimas. Hoje, a Europa está de luto convosco”, adiantou a líder do executivo comunitário.
Também Roberta Metsola se declarou “profundamente consternada” com o acidente, expressando “condolências aos familiares e amigos das vítimas mortais” e desejando uma “recuperação rápida e total aos feridos”.
Em atualização