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Procurador-Geral de Nova Iorque demite-se após denúncia de agressões físicas

08 de maio de 2018 às 08:01

Eric Schneiderman foi acusado de violência física por quatro mulheres com quem manteve relacionamentos.

O Procurador-Geral de Nova Iorque, Eric Schneiderman, anunciou esta terça-feira a sua demissão depois de quatro mulheres com quem manteve relacionamentos o terem acusado de violência física.

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Foto: Getty Images
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As acusações ao democrata de 63 anos foram divulgadas na edição digital da revista The New Yorker, onde quatro mulheres que afirmam ter mantido uma relação amorosa com o democrata relataram que o procurador-geral de Nova Iorque as agrediu fisicamente várias vezes nos últimos anos.

"Ninguém está acima da lei, nem mesmo o mais importante responsável judicial de Nova Iorque", declarou hoje o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, que o instou a demitir-se e anunciou que vai nomear um procurador distrital para iniciar uma "investigação imediata".

Uma hora após estas declarações, Eric Schneiderman anunciou a sua demissão.

Schneiderman negou "firmemente" as "graves acusações" que lhe foram feitas, mas decidiu, ainda assim, abandonar o cargo.

"Embora estas acusações não estejam relacionadas com a minha conduta profissional, na verdade, elas impedem-me de fazer o meu trabalho, neste momento crítico", acrescentou.

O Procurador-Geral de Nova Iorque foi uma figura proeminente na defesa das mulheres na sequência dos vários escândalos trazidos a público por muitas figuras femininas do mundo do espectáculo e da política que denunciaram casos de assédio e abuso sexual, inspirando o movimento "Me Too" ("Eu Também").

Michelle Manning Barish e Tanya Selvaratnam, duas das mulheres que acusaram o procurador-geral, afirmaram que o facto de Schneiderman ter usado o poder que tinha para assumir um papel bondoso e activo no movimento "Me Too" fez com que a raiva e a revolta aumentassem.

"A sua hipocrisia é extraordinária (...) Ele enganou tantas pessoas", declarou Manning Barish.

De acordo com o depoimento de Manning e Selvaratnam, durante os encontros que tiveram com Schneiderman, ele agrediu-as sem consentimento, muitas vezes quando estava na cama com elas e depois de beberem bebidas alcoólicas.

Ambas disseram à New Yorker que o procurador-geral as ameaçou de morte se elas terminassem o relacionamento com ele.

Michelle Manning Barish e Tanya Selvaratnam decidiram tornar públicas estas acusações porque tal "protegerá outras mulheres".

As duas outras mulheres, que pediram o anonimato, denunciaram agressões físicas depois de rejeitarem envolver-se sexualmente com o procurador.

Schneiderman negou estas acusações, afirmando que o sexo não consensual "é uma linha que não ultrapassou".

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